Bernie Ecclestone não teve sucesso ao tentar fazer-se de vítima diante das autoridades alemãs durante mais uma sessão de seu julgamento por suborno em Munique. Acusado de pagar ao ex-banqueiro alemão Gerhard Gribowsky, então diretor do banco BayernLB, para que ele convencesse a instituição financeira a vender suas ações da Fórmula 1, o chefão da categoria alegou que só efetuou o pagamento por ter sofrido chantagem. Os investigadores do caso, no entanto, questionaram a versão do britânico, e um dos promotores chegou a fazer piada com a tese. As informações são do jornal "The Telegraph".
O chefão da F-1 é acusado de ter feito pagamentos a Gribowsky durante a venda da participação do BayernLB na categoria ao grupo CVC, num total de 44 milhões de euros entre 2006 e 2007. Preso em janeiro de 2011, o ex-banqueiro foi condenado por corrupção, fraude e quebra de confiança com seus antigos empregadores, e cumpre uma pena de oito anos e meio.
Durante o julgamento, Ecclestone admitiu ter efetuado os pagamentos, mas alega que agiu devido à pressão que Gribowsky fazia, ameaçando fazer denúncias sobre possíveis irregularidades fiscais da fortuna do britânico – acusações que Ecclestone afirma serem falsas. O promotor do caso, Martin Bauer, não viu consistência na tese e ainda fez piada.
- Nunca foi clara a forma como esta ameaça teria sido feita. Parece um pudim de baunilha que não se pode prender à parede.
De acordo com a imprensa europeia, o julgamento de Bernie deverá se estender até o dia 16 de setembro, com uma pausa em agosto. Gribkowsky é esperado como a principal testemunha do processo e será ouvido na próxima sexta-feira.

Fonte: Globo Esporte