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Esporte


Nuguette lembra dificuldades antes de entrar no UFC: abri mão de tudo
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Em 2012, um dos últimos grandes momentos de Alan Nuguette em Manaus foi a vitória sobre o xará Alan Ferreira, na 7ª edição do Mr. Cage. Logo depois, o brasiliense – radicado no Amazonas – deixou a capital rumo ao Rio de Janeiro. A proposta era de melhoria e evolução na carreira como lutador profissional de MMA e Nuguette não pensou duas vezes antes de sair em busca do sonho.

No Rio, foi para a academia X-Gym treinar ao lado do “conterrâneo” Ronaldo Jacaré, sob os comandos do mestre Josuel Distak. Em 2013 fez boas apresentações no Jungle Fight e no Bitetti Combat – onde conquistou o cinturão da categoria dos leves. Depois, já ostentando 10 vitórias, invicto, no cartel, assinou com o UFC. A mudança foi “da água para o vinho” e, mesmo depois da euforia da assinatura e já com duas lutas na franquia, o frisson é o mesmo para Nuguette quando o assunto é a carreira.

Nesta semana, o “manauara de coração” voltou – pela terceira vez desde que saiu – para Manaus. Em conversa com o GloboEsporte.com, ele se emocionou com o carinho dos fãs e relembrou sacrifícios para chegar ao maior evento de MMA do mundo.

de Manaus para o mundo


Apesar de ter tido relação com as artes marciais desde muito novo, quando iniciou na capoeira, Nuguette só ingressou no MMA em meados de 2008, no extinto Hero's The Jungle, na capital Amazonense. Das atuais 12 vitórias no cartel, sete delas foram dentro no Norte - cinco em Manaus e duas em Boa Vista. Ainda assim, à época, a modalidade rendia pouca visibilidade aos atletas da terra baré e, com Alan, não foi diferente.

- Desde a última vez que estive aqui, daquela minha luta (Mr. Cage), digamos que pequena parte de Manaus me conhecia. Uns acreditavam em mim, outros não. A maioria desacreditava, mas a minoria? Ah... Esses acreditavam piamente em mim. Hoje, a maioria já sabe quem eu sou. Hoje eu tô aí, cheguei lá. Acho que essa foi a grande mudança entre a última vez que estive aqui e agora, nesse retorno – comparou Nuguette, que em fevereiro venceu John Makdessi no UFC Barão x Faber 2.

O lutador relembra a dificuldade no início da carreira: “Antigamente eu era Nuguette Futebol Clube, só eu e eu”. Hoje, acompanhado de uma equipe, estabilizado na carreira e com uma legião de fãs, Nuguette brinca com o bom momento que vive.

- Antes, quando viam que eu lutava, me perguntavam: “Você é lutador do UFC?”, quando eu respondia que não, iam embora. Eu treinava do mesmo jeito, usava as mesmas técnicas, mas eu não era de lá. Até que um dia eu entrei. Tudo começa com as fotos. É muita foto! E o tanto de microfone que aparece? O celular não para e a vida muda da água para o vinho. Hoje, até os leigos, que não gostam tanto de luta, sabem quem é Alan Nuguette. Sabem da minha história. Agora tem essa tiração de foto, esse calor humano. Eu sempre quis isso pra mim.

A vida de Alan Nuguette nunca foi fácil. Foi engraxate, morou na rua e teve que batalhar por tudo até chegar ao 'título' de lutador profissional. O lutador conta que o sonho sempre foi mais forte e desistir da luta nunca foi opção. A visita a Manaus, inclusive, foi para ministrar uma palestra, ao lado de Ronaldo Jacaré, sobre o segredo para se tornar um campeão. Emocionado, Alan revela a fórmula: “Abri mão de tudo que eu tinha, para depois colher”.

- Eu sempre imaginei isso. Sempre quis isso. Só não sabia que ia chegar “lá” tão rápido. Tem muita gente que eu conheço, com muito mais talento, mas não com a mesma vontade que eu tive de correr atrás. Eu sempre tive essa disposição de correr atrás, de abrir mão de família, de me mudar. “Onde é melhor? É no Rio de Janeiro? Então eu vou pra lá. É em Manaus? Então venho pra cá".

- Largava tudo para chegar ao meu objetivo. Abri mão de tudo que eu tinha para depois colher. Esse foi o meu diferencial. Foi o que me colocou ali (UFC). Foi a minha força de vontade de querer chegar lá e não medir esforços pra isso. Abri mão de tudo, da minha família, do meu conforto, do meu dia a dia - completou.
 
 
 
 
 
Fonte: Globo Esporte

 

 

 

 

 


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