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Esporte


Baila no Rio: em alta depois da estreia, Mugni promete dança no primeiro gol
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Futebol e nada mais. Esse tem sido o lema de Lucas Mugni no Rio de Janeiro. Longe da família que deixou em lágrimas em Santa Fé, o argentino chegou ao Flamengo com uma missão muito bem definida: fazer valer a pena com o sucesso em campo a saudade que sente de casa. Solteiro no Rio de Janeiro, o gringo pouco conheceu das maravilhas da Cidade Maravilhosa. No máximo, uma esticadinha até a praia em frente ao hotel onde mora. Afinal, só jogando, e bem, para aliviar a saudade da terra natal.

Morando longe de casa pela primeira vez, Mugni é simples ao definir sua rotina carioca: do hotel para o treino, do treino para o hotel. Lógico, sempre com o celular na mão para manter o contato com os pais e os quatro irmãos, que moram em Santa Fé. A conduta, no entanto, em nada tem a ver com uma dificuldade de adaptação ao Brasil. Pelo contrário. À vontade no Flamengo, Lucas se diverte com o equatoriano Erazo pelos vacilos com o português e já absorve manias de brasileiros: como dançar nas comemorações de gol. No primeiro pelo novo clube, não haverá samba, mas já há uma promessa:

- Vou treinar para isso, para poder dançar, mas ainda não estou pronto (para o samba). No primeiro gol, vou dançar cumbia. Está prometido – disse, citando o ritmo musical muito popular na Argentina e que ficou famoso no Brasil durante a passagem de Tévez pelo Corinthians, em 2005.

A dancinha, por sua vez, será somente um momento de descontração em uma rotina totalmente voltada para o futebol. Já convocado por Sabella, Mugni ainda nutre o sonho de disputar a Copa do Mundo no Brasil. Para isso, sabe que a Libertadores é fundamental e cobra de si próprio uma evolução constante. Tanto que a avaliação de sua estreia, contra o Boavista, foi positiva, mas não suficiente.

- Estou satisfeito, mas posso jogar muito mais. Fiquei satisfeito por ter sido o primeiro jogo, com muita tensão, não sabiam muito sobre mim e isso nos deixa um pouco tenso. Mas todos têm me tratado muito bem e ficaram felizes com minha atuação. Isso me deixa muito tranquilo. Passou a primeira impressão, que é o mais difícil. Todos diziam: "Vamos ver o que faz o argentino". Por sorte, fui bem. Estou feliz, mas vou buscar mais.
 
Em entrevista ao GloboEsporte.com, o meia relembrou ainda dificuldades comuns a muitos brasileiros no começo da carreira, como falta de dinheiro para ir treinar; reforçou a admiração por Riquelme, apesar de ser xará de Messi; e não titubeou ao ser questionado sobre o melhor de todos os tempos:

- Diego Armando Maradona.
 
mosaico mugni flamengo (Foto: André Durão)
 
 
 
 
 
 
Fonte: Globo Esporte

 

 

 

 

 


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