Se realizar profissionalmente no voleibol sempre foi o sonho do estatístico da seleção brasileira feminina e ex-atleta, Wendel Ramos Silva, de 31 anos. Ainda na infância, o uberlandense teve que decidir entre o futebol e o vôlei. O despretensioso 1,96 metro de altura foi fator decisivo para que ele fizesse a escolha certa. Até os 22 anos de idade, ele se destacou em equipes da cidade, no Vasco-RJ e Americana-SP, além das categorias de base das seleções mineira e brasileira. Foi então que a vida deu outro rumo à carreira de Wendel, que após sofrer grave lesão e fazer três cirurgias no ombro direito foi forçado a interromper a rotina nas quadras.
– Me aventurei por pouco tempo no vôlei de praia, mas aí percebi que realmente não dava mais. Voltei para Uberlândia e fiz a faculdade de Educação Física para não perder totalmente o vínculo com o esporte. Queria voltar a ter contato com o vôlei, mesmo que nos bastidores – comentou.
A primeira oportunidade de trabalho ocorreu quando um dos clubes em que jogou, no caso o Praia Clube, o convidou para treinar as categorias de base. Depois disso, trabalhou como assistente técnico da equipe adulta do clube ao lado de Spencer Lee e de Boni, acumulando três Superligas no currículo.
O que o mineiro não esperava é que, há pouco tempo em contato com o desporto profissional, ele integraria a comissão técnica da seleção principal do Brasil.
– O Boni era estatístico da seleção e precisava de mais alguém. Ele gostava do meu trabalho e acabou me indicando em 2011, ano anterior às Olimpíadas – contou.
O reconhecimento pelo trabalho desempenhado por Wendel foi imediato e logo em seguida chegou o convite para que ele integrasse, também, a comissão de José Roberto diante ao Campinas.
De acordo o estatístico, momentos difíceis à parte, ele tem muito a agradecer pela carreira que construiu seja dentro ou fora das quadras.
– Acho que o segredo foi focar naquilo que eu acreditava e gostava. Vejo muitas pessoas desempenhando várias funções ao mesmo tempo e acabam não fazendo tudo com eficiência. É importante se especializar no que realmente quer e não simplesmente abraçar tudo. Até porque quando as oportunidades aparecerem você vai estar preparado – opinou. ]

Fonte: Globo Esporte