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Esporte


Efeito Sabella: Messi cresce, vira artilheiro e bate marcas de Maradona
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Uma evolução gigantesca, e comprovada em números. A história de Lionel Messi com a camisa da seleção da Argentina tem sido reescrita desde a chegada de Alejandro Sabella. E se o camisa 10 é, mais do que nunca, a principal esperança da equipe na luta pelo tricampeonato da Copa do Mundo, no Brasil, os méritos devem ser bem divididos com seu treinador. Antes muito questionado por não conseguir ser decisivo para seu país como era para o Barcelona, o craque encontrou em "Pachorra", como é chamado o comandante, o suporte necessário para aliar a responsabilidade que carrega nos ombros e confiança. Em retribuição, assumiu o papel de líder, fez mais do que o dobro do número de gols que tinha pelo time nacional e superou marcas de Maradona. Histórico que fazem o hermanos acreditarem ter um novo condutor ao topo do mundo.
 
A matemática é simples, e até mesmo assustadora. Antes de Alejandro Sabella, em seis anos vestindo a camisa “albiceleste”, Messi disputou 61 jogos e marcou somente 17 gols. A partir de 30 de julho de 2011, quando o treinador substituiu Sérgio Batista após o fracasso na Copa América em casa, o camisa 10 passou a ser o jogador que sempre foi no Barcelona, com 22 tentos em 26 partidas. Além disso, ainda deu cinco assistências e soma participação direta em 40% dos 67 gols marcados na gestão do novo comandante - sem contar os Superclássicos das Américas.
 
Para mudar a realidade de Messi na seleção, Sabella atuou dentro e fora de campo. Ciente de que o craque precisava se sentir à vontade como em seu clube, de cara o entregou a braçadeira de capitão e fez com que percebesse a importância que teria também nos bastidores. Paralelamente a isso, ignorou o apelo popular e deixou de lado Carlos Tévez, jogador mais carismático da equipe e que poderia colocar em dúvida a influência de Messi sobre o restante dos jogadores. Por fim, mexeu dentro de campo. Deu liberdade, deu suporte, e montou um esquema onde o principal jogador atua em condições similares a que está acostumado na Catalunha.
 
- Obviamente que a tarefa que qualquer treinador que tem um jogador como Messi é facilitar as maneiras para que ele se sinta em um ambiente propício para fazer valer suas condições em 100% - disse Sabella em entrevista recente.
 
Apesar da escalação defensiva no primeiro tempo da estreia na Copa, contra a Bósnia, Sabella facilitou o sucesso de Messi quando colocou o trio Higuaín, Di María e Agüero ao seu lado. O chamado quadrado mágico divide as responsabilidades ofensivas com a principal estrela da companhia e, acima de tudo, o permite jogar solto como se acostumou no Barcelona. Com Kun e Di María abertos e Pipita centralizado para fazer o pivô, Messi transita com liberdade entre a intermediária e a área adversária tendo o apoio necessário para arrancadas e tabelas.
 
- Sabella conseguiu fazer com que Messi tivesse confiança e boa conexão com Agüero, Higuaín e Di María. Está claro que agora é o líder da equipe dentro e fora de campo. E atua na posição de falso nove do Barcelona - definiu Juan Pablo Mendéz, editor do Diário Olé.
 
A melhora na performance com Sabella naturalmente fez com que Messi se acostumasse com uma rotina comum ao Barcelona: a de quebrar marcas. Na Argentina, como não podia ser diferente, a referência sempre foi Maradona, e o ídolo dos hermanos já foi superado faz tempo no quesito número de gols. Há um ano quase exato - no dia 15 de junho de 2013 -, "La Pulga" fez três gols em amistoso contra a Guatemala e deixou o Pibe para trás: 35 a 34, e com nove jogos a menos: 82 a 91. A marca atual é de 39 tentos em 87 partidas. O goleador máximo da seleção é Batistuta, com 56.
 
O golaço marcado contra a Bósnia, domingo, na estreia na Copa, também fez com que Messi alcançasse mais uma marca história de Maradona. Agora, ambos dividem o posto de capitão com mais gols por seu país: 22. E a faixa no braço é, sem dúvida, um dos principais fatores pelo renascimento do jogador na seleção. Prestes a completar 27 anos - no próximo dia 24 -, ele tem feito mais vezes o papel de porta-voz do elenco, sempre é o primeiro a entrar em campo em treinos e jogos, e busca uma aproximação maior com o público argentino.
 
- Passaram muitos anos. Fui crescendo, amadurecendo dentro e fora do campo. Me encontro em um grupo com muitos amigos, muito bem, temos relação com todos dentro e fora do campo. Estou muito contente.
 
Contente e cada vez mais à vontade sob o comando de Alejandro Sabella. A evolução é evidente, e contra fatos não há argumentos. Ainda assim, é bom que Messi leve para casa a Copa do Mundo no Brasil. Ou então, o fato sem argumentação passará a ser que, por mais que tenha se tornado a figura da seleção, Messi nunca ganhou um Mundial.
 
Números de Lionel Messi
 
Com Sabella: 22 gols em 26 jogos
Sem Sabella: 17 gols em 61 jogos
Capitão com maior número de gols: 22 como Maradona
Ultrapassou Maradona em gols: 39 x 34
 
 
 
 
 
 
Fonte: Globo Esporte

 

 

 

 

 


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