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Esporte


Da falta de habilidade no futebol ao UFC, Lyoto muda sonho e vira grande
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Os sonhos de Márcio Alexandre Júnior não eram muito diferentes dos de outras crianças no Brasil: jogar futebol. Tentou na linha, faltou habilidade. Foi para o gol, mas não levou jeito. Resolveu abdicar e começou a treinar caratê ao lado do pai, professor e praticante da arte marcial há mais de 30 anos. Sem a bola, o esporte engrenou e, algum tempo depois, ele virou Márcio Lyoto, migrou para o MMA e assinou contrato com o UFC, após perder a final do TUF Brasil 3.
 
Márcio Alexandre, o pai de Lyoto, lembra que colocou o filho, nascido em Florianópolis e torcedor do Figueirense, com cinco anos no caratê e o reflexo da criança chamou a atenção. Dedicou atenção ao esporte até que veio o convite para lutar as artes marciais mistas. O pai não foi muito a favor, mas não teve como lutar contra a vontade do filho.
 
- Ele foi atleta nos Jogos Abertos de Santa Catarina (JASC), onde se destacou. Depois foi campeão brasileiro, fez parte da seleção brasileira, foi para o Pan-Americano, onde foi campeão duas vezes, em Salvador e em Quito. E um dia, num JASC, uma pessoa muito influente do MMA disse: “esse guri tem que ir pro MMA”. Eu disse: "você tá louco, não quero isso”. Mas quando vi, ele já estava enfiado nisso, disse que queria isso. Ele fazia de tudo, estudava, dava aula de caratê em um projeto e quem sou eu pra impedir o sonho dele? - recorda o pai.
 
O sucesso de Lyoto nasceu do foco, segundo o pai. Márcio Alexandre acredita que seu filho, aos 25 anos, ainda tenha muita lenha para queimar no esporte, e o catarinense até se permite fazer previsões, como lutar pelo cinturão da maior organização de MMA do mundo.
 
- O inicio foi difícil, assim como todo mundo, é um esporte novo e tive que treinar outras artes marciais como jiu-jitsu, boxe e muay thai. Mas sou um cara muito focado, treinei muito com o Team Tavares até conseguir chegar nesse nível. Agora, é continuar trabalhando, chegar entre os top 10, para daqui quatro ou cinco anos disputar o cinturão - planejou Lyoto.
 
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esposa não apoiava vida no mma
 
Se a vida de lutador nem sempre é feita apenas de sucessos, a situação também é dura para quem acompanha. Casada com Lyoto há três anos e junto dele há outros oito, Camila nem sempre apoiou a ideia de ver o catarinense migrando para o MMA.Márcio Lyoto e camila (Foto: Arquivo Pessoal)
 
- A gente começou a namorar com 14 anos, na escola. Ele fazia caratê na época e ele começou a fazer o MMA com 20 anos e foi complicado para eu aceitar, porque é um esporte de agressão física, eu não aceitava, mas acompanhava. Aí depois com o tempo eu fui entendo mais como era o esporte, mas no início foi difícil ver no ringue - recordou.
 
Hoje, a situação é diferente. Presente em todas as lutas do marido, mantém o nervosismo, mas em menor grau de intensidade e agora até faz planos com Lyoto. Por isso, o acerto com o UFC é também realização de sonho para Camila.
 
- Meu Deus, foi maravilhoso (receber a notícia). Na verdade, quando ele começou no MMA sentava no sofá e dizia que queria estar lá, aconteceu tudo muito rápido, é um sonho realizado, tanto dele quanto meu. Eu me sinto realizada também por essa conquista dele, ele sempre foi muito objetivo nas coisas que ele quer - encerra.
 
 
 
 
 
 
Fonte: Globo Esporte

 

 

 

 

 


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