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Sport bate Náutico na Arena, mantém tabu e fatura 40º título pernambucano
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 A torcida do Sport se antecipou ao apito final. Soltou o grito de campeão espontâneo, aos 31 minutos do segundo tempo. Consequência imediata do gol de Durval. Obrigado a vencer, o Náutico não teve mais forças para virar o placar. E o xerife subiu alguns degraus no patamar de ídolo da torcida rubro-negra. O desvio de cabeça, após falta cobrada por Ailton, garantiu a vitória por 1 a 0 sobre o Timbu na Arena Pernambuco.

Sport campeão pernambucano pela 40ª vez. O primeiro festejo de título no palco da Copa do Mundo no estado. A segunda conquista do Leão em duas semanas. De quebra, segue intacto um saboroso tabu sobre o tradicional adversário: desde 1968 o Sport não perde uma final para o Alvirrubro. Já são nove. Duas semanas atrás, a festa foi pelo título da Copa do Nordeste, na Arena Casteão.

 Mais uma vez, o time rubro-negro soube suportar a pressão e tirar proveito da vantagem construída na Ilha do Retiro. As duas decisões começaram com vitória por 2 a 0, dentro de casa.

– Como sempre, o Náutico é vice, e nós somos campeões. Eu já tinha dito: a obrigação de vencer é de quem é da Primeira Divisão. Na verdade, não teve nem muita graça. Contra o Náutico é sempre assim – provocou o atacante Neto Baiano, artilheiro rubro-negro com oito gols.

A torcida alvirrubra amarga mais um ano de jejum: 2004 é o ano da última conquista. Nesta quarta, com maioria alvirrubra, mais de 30 mil compareceram à Arena Pernambuco. O melhor público do campeonato.

 Quando a bola rolou, o que se viu foi um cenário completamente distinto ao do primeiro jogo. Na primeira etapa, o Náutico teve mais posse de bola (58%) e esteve perto de abrir o placar. Jackson acertou uma bomba no travessão de Magrão. A necessidade do gol empurrou o Timbu ao ataque, mas o Sport teve o mérito de conseguir equilibrar as ações e – ainda que com menos perigo – criou suas chances. Um desenho até certo ponto esperado, tendo em vista a vantagem do Leão e a necessidade vital de gol do Timbu.

 Lisca voltou do intervalo com o time mais ofensivo. Trocou Elicarlos por Marcos Vinícius. O Náutico continuou a rondar a aréa do Sport. E a assustar. Aos 22 minutos, Magrão cresceu cara a cara com Zé Mário. Um lance capital. Menos de dez minutos depois, brilhou a estrela de Durval. No desvio de cabeça, gol. O quinto título estadual do zagueiro com a camisa do Sport ganhara forma de vez. Marca expressiva, só abaixo da de Magrão, com seis taças. Os dois maiores ídolos da torcida rubro-negra. O capitão e o vice-capitão, como dizem os companheiros. Protagonistas uma vez mais.náutico x sport durval (Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)
 
 
 
 
 
Fonte: Globo Esporte

 

 

 

 

 


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