Participar dos playoffs da Superliga masculina já virou rotina para o Campinas. Desde a sua fundação, há três temporadas, o time do interior paulista marcou presença entre os oito melhores do Brasil. Mas desta vez tem um sabor especial. A terceira colocação na primeira fase consolida um projeto que superou a troca de patrocinador para fazer a melhor campanha da sua história. O próximo desafio é buscar a classificação inédita às semifinais. O primeiro passo será dado nesta sexta-feira, quando recebe o Canoas, a partir das 19h, no Ginásio do Taquaral, com transmissão do SporTV. O duelo abre os playoffs da Superliga, que ainda contam com Cruzeiro, Sesi, Minas, Rio de Janeiro, Maringá e São Bernardo.
Campinas contava com o apoio da Medley até o fim da temporada passada, quando a empresa, com o objetivo de cortar gastos, deixou a equipe. Foi um período de incertezas. A torcida, já envolvida com o time, chegou a fazer manifestações pedindo uma solução. Nos bastidores, porém, a preocupação era menor. Segundo Luis Fernando Ferreira, diretor-geral da ESM, gestora do projeto, quatro empresas mostraram o interesse de assumir o time. A escolhida foi a Brasil Kirin.
- O nosso projeto tem três pilares: o social, as categorias de base e o time adulto, além do objetivo de envolver a cidade. Com isso, você cria um mercado consumidor que atrai empresas. Em 40 dias após a saída da antiga patrocinadora, já tínhamos contato de outras quatro empresas. Isso mostra que o projeto vai além de um time de vôlei adulto apenas. É um todo - analisa Ferreira.
Campinas voltou. E voltou mais forte. Foi vice-campeã paulista e também fez bonito na Superliga. A base também continuou firme. O juvenil, aliás, é bicampeão estadual. A manutenção da espinha dorsal no adulto também contribuiu. O líbero Alan, o ponta Diogo, o oposto Rivaldo e os centrais Gustavão e André Heller seguiram no time, que também ganhou os reforços pontuais de Vini (central), João Paulo Tavares (ponta), Paulo Renan (levantador) e Bérgamo (oposto). A principal mudança foi no comando técnico. Saiu o experiente Marcos Pacheco, agora no Sesi, para a entrada de Alexandre Rivetti, auxiliar de Pacheco e que também já passou pelas categorias inferiores do Campinas.
O exemplo dos paulistas, por exemplo, é o oposto do Rio de Janeiro, que ficou sem rumo quando o empresário Eike Batista decidiu parar de investir no vôlei. Atual campeão da Superliga, o time sofreu um verdadeiro desmanche, perdeu os principais jogadores, como o levantador Bruninho e o oposto Leandro Vissoto, além de ficar com os salários atrasados.
Com 14 vitórias e oito derrotas, Campinas garantiu a vantagem de abrir a série melhor de três contra o Canoas - e fechar, se houver a necessidade de um terceiro confronto. E o fator quadra tem sido muito bem aproveitado pela equipe de Alexandre Rivetti. No Ginásio do Taquaral, foram 14 vitórias em 17 jogos - contando Paulista e Superliga, com média de 1.430 torcedores por partida. O Canoas, por sua vez, fechou a primeira fase com aproveitamento de 50%. As 11 vitórias e 11 derrotas deixaram os gaúchos em sexto.
Veja os jogos da primeira rodada dos playoffs:
Sexta-feira, 7 de março
19h - Campinas x Canoas - SporTV
Sábado, 8 de março
10h - Minas x Rio de Janeiro - SporTV
21h30 - Cruzeiro x Maringá - SporTV
Domingo, 9 de março
13h - Sesi x São Bernardo - SporTV
Fonte: Globo Esporte