Faça sua Pesquisa Personalizada, coloque o que procura no Site dê enter ou clique em Pesquisar.
Esporte


Por 2016, seleção encara linha dura de novo técnico e clima de ‘quartel’
natacao,-esporte-aquatico,-piscina

Chegar 15 minutos antes do horário marcado, se apresentar com o uniforme impecável, não conversar durante as atividades e “dar o sangue” em cada minuto dos treinos. Esses são apenas alguns dos pré-requisitos exigidos pelo novo técnico da seleção masculina do Brasil para levar o país ao pódio dos Jogos Olímpicos Rio 2016. Os prováveis jogadores que vão disputar a competição, no entanto, só são elogios ao croata Ratko Rudic. O principal estímulo para encarar com bom humor a linha dura imposta é o vitorioso currículo do treinador tetracampeão olímpico. 

O jeitinho brasileiro teve de dar lugar à linha dura dos europeus no polo aquático brasileiro. Por uma boa causa, os principais jogadores do país estão desde o início deste ano tentando se adaptar à nova filosofia de treino da seleção masculina. A primeira impressão, nos amistosos contra a seleção da Holanda, em janeiro, assustou. Rigoroso, Rudic quis deixar claro desde o início que, para alcançar a meta ambiciosa de subir ao pódio em 2016, o Brasil teria que mudar de mentalidade. 

- A gente estava costumado com um outro tipo de treino no Brasil. Ele é um cara extremamente profissional, e o treino é extremamente físico. Além disso, ele trabalha muito o psicológico. Todo treino ele te leva à exaustão, exige muita intensidade. Acho que ao longo do primeiro ano a gente já vai sentir uma diferença muito grande. Mas é muito bom - disse Rudá Franco, capitão do Sesi e integrante da seleção brasileira.    

Seleção Brasileira de polo aquático nos jogos contra a Holanda (Foto: Satiro Sodré / CBDA)Seleção brasileira começa novo treinamento de olho no pódio em 2016 (Foto: Satiro Sodré / CBDA)

 

Disciplina é uma das prioridades do técnico. Aos 65 anos, Rudic não tolera atrasos, confere uniformes e não gosta que ninguém converse durante o treino. O currículo de peso do treinador que é considerado uma lenda da modalidade, no entanto, é o suficiente para servir de argumento para os jogadores andarem na linha. As conquistas do croata começaram ainda como jogador, quando foi prata, nas Olimpíadas de Moscou (1980), pela antiga Iugoslávia. Depois, já como treinador, venceu quatro Olimpíadas por três países diferentes: em Los Angeles (1984) e Seul (1988), com a seleção iugoslava, em Barcelona (1992), com a Itália, e em Londres (2012), com a Croácia.   

- Quem já jogou lá fora, sabe que 11h15m é 11h15m. Mas aqui, pela cultura do brasileiro e até por ter que conciliar com o trabalho, as pessoas não conseguem chegar sempre na hora. Mas com ele não tem essa. Se ele falou, tem que chegar na hora. Caso contrário, tem uma penalidade. Eu nunca levei bronca, mas já presenciei algumas broncas de alguns amigos por atraso, por falar durante o treino, por não estar de uniforme completo... Mas tudo vale pelo sonho. Vamos fazer o que ele mandar a gente fazer. Se ele quer quartel, então vai ser quartel – brincou Grummy Guimarães, jogador do Sesi e integrante da seleção.   

Seleção Brasileira de polo aquático nos jogos contra a Holanda (Foto: Divulgação / CBDA)Seleção brasileira em seu primeiro experiência com o novo técnico (Foto: Divulgação / CBDA)

 

As punições para quem não seguir as regras vão desde conversas até penalidades pagas dentro d’água.   

- Para ele, se você chegar atrasado, nem treina. Às vezes, tem até penalidade. Na primeira vez, ele conversa. Na segunda, coloca para nadar 5 ou 6 mil metros. A coisa que o jogador de polo menos gosta de fazer é nadar – comentou Rudá.    

Outra forte característica do novo técnico é o foco na parte física do treinamento. Além da musculação agora ser mais intensa, o trabalho dentro da piscina também exige muito mais da resistência física dos jogadores.   

- No começo foi bastante difícil, justamente pela mudança que ele teve que fazer. Precisou mudar principalmente a nossa cabeça. A gente não tinha esse costume de trabalhar tanto o físico. Mas ele mesmo se surpreendeu com a nossa adaptação. A gente já mostrou nos jogos contra a Holanda que, em pouco tempo, já estamos conseguindo nos adaptar a esse tipo de trabalho. Mas acho que o caminho ainda é longo – avaliou o atleta do Pinheiros e capitão da seleção, Felipe Silva, o Charuto.

 

 

 

 

 

 


Mais esportes
07-04-2014 - Durant bate recorde de Jordan, mas não evita derrota do Oklahoma
07-04-2014 - Lakers perdem clássico e igualam pior campanha da história da franquia
07-04-2014 - Franca abre playoffs do NBB-6 com vitória sobre Uberlândia fora de casa
07-04-2014 - Show de pontes aéreas marca a fase regular do NBB. Assista às melhores
07-04-2014 - Com 38 pontos de LeBron James, Miami Heat passa pelos Knicks
07-04-2014 - No photo finish, Poliana leva prata, e Ana Marcela é bronze em Cancún
07-04-2014 - Olimpíadas em casa: os perigos da internet e a importância do sono
07-04-2014 - Olimpíadas em casa: uma pressão extra ou um importante aliado ?
07-04-2014 - À espera do novo passaporte, cubano planeja reforçar o Brasil em 2016
07-04-2014 - Por 2016, seleção encara linha dura de novo técnico e clima de ‘quartel’