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Esporte


Para destruir outro grande, Brasil abre Liga Mundial contra a Itália
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A primeira referência de um Brasil x Itália que vem à cabeça é de uma partida de futebol. Ainda mais num ano de Copa do Mundo. Bernardinho lembra como se fosse hoje quando o pai comprou uma televisão para que pudessem acompanhar a Seleção de 1970 no México. Sorri ao lembrar que se pegou chorando ao ver o título chegar com aquele 4 a 1. Depois de um tempo, aprendeu que a rivalidade podia passar dos gramados para as quadras. Foi exatamente contra os italianos que a equipe comanda por ele conquistou em 2004 o segundo ouro olímpico do vôlei nacional. Nesta sexta-feira, em Jaraguá do Sul (SC), o tradicional adversário estará novamente no caminho, nos primeiro compromisso válido pela Liga Mundial. A TV Globo transmite a partir das 14h35, e o GloboEsporte.com acompanha em Tempo Real. 
 
- A Itália é um grande adversário e não precisa de motivação para o jogador. Há uma rivalidade, de querer destruir outro grande, e isso é alimentado. Eles dominaram os anos 1990, e nós, os 2000. É uma equipe que força o saque, que é eficiente. Nós ainda estamos iniciando a preparação. Sabemos da dificuldade, vamos ter jogos muito difíceis, Brasil e Itália fazem partidas sempre muito duras em qualquer situação, e esperamos fazer boas partidas. As vitórias são importantes, claro, mas ter boas atuações que deem confiança e um pouco mais de consistência para a equipe ajudará a seguir bem. O objetivo primário é a classificação para a fase final. Estamos num grupo equilibrado e teremos que jogar e produzir resultado. Chegando lá, vamos tentar buscar o deca - disse. 
 
A última vez que o Brasil esteve no alto do pódio da competição foi na edição de 2010. No ano  passado, em Mar del Plata, foi superado pela Rússia na decisão. Apesar de o grupo ainda não se encontrar em sua melhor condição, o treinador acredita que terá condições de brigar pelos títulos da Liga e do Mundial da Polônia. Para isso, vê a necessidade de melhorar no saque. 
 
- Temos que elevar esse quesito para que o time continue competitivo. E isso facilita o bloqueio. Esse é um ano de volta do Murilo (recuperado de uma cirurgia no ombro), que ainda não está na forma de 2012, mas vem se aproximando. Ele é uma peça importante para nós. Temos na equipe jogadores que herdaram um legado pesado. Nasceram na seleção com a responsabilidade clara de tentar sustentar algo que foi conquistado, o que é mais difícil. Nós não somos os grandes favoritos, mas temos condições de brigar nos campeonatos que vamos disputar. 
 
Além da Itália, a seleção tem em seu grupo poloneses e iranianos. Campeã da Liga Mundial de 2012, a Polônia chega com novo comandante. No fim de outubro, o ex-jogador francês Stéphane Antiga assumiu o lugar que era do italiano Andrea Anastasi. Os confrontos serão em Maringá, nos dias 29 e 30 de maio.   
 
- É um time de tradição, forte fisicamente e com técnica. E teve a mudança de treinador.  Ele é inteligente e tem uma relação de amizade e companheirismo com os jogadores. Eles vão vir diferentes, motivados, perigosos, jogando de outra forma. Contam também com um oposto excepcional. 
 
Sobre o Irã, Bernardinho destaca o crescimento e a necessidade de manter a guarda alta. O rival foi quarto colocado na última Copa dos Campeões, no Japão. As duas partidas serão nos dias 6 e 7 de junho, em São Paulo.
 
- Eles jogaram a Copa dos Campeões e ganharam dos Estados Unidos. Fizeram partidas duras contra a Itália, ganharam do Japão. Ninguém é bicampeão asiático sem méritos. É um país que está investindo na base há anos. Joga um misto de escola brasileira com cultura tática dos europeus. Contou com Julio Velasco e agora com um técnico sérvio (Slobodan Kovac) que fez um trabalho excepcional em Perugia. Temos que jogar bem contra eles.
 
Bernardinho Treino Vôlei Brasil (Foto: Alexandre Arruda / CBV)
 
Bernardinho Treino Vôlei Brasil (Foto: Alexandre Arruda / CBV)
 
 
 
 
 
 
Fonte: Globo Esporte

 

 

 

 

 


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