Foi nas fabulosas estradas da Ilha de Lanzarote, na Espanha, que tive oportunidade de avaliar a novíssima Yamaha MT-07. Trata-se da aposta da marca dos diapasões entre as nakeds de média cilindrada, que chega para enfrentar rivais como Honda CB 500F e Kawasaki ER-6n. Quais serão as armas dela para se dar bem diante da concorrência? Para saber, rodei 200 km por todo tipo de condição: longas retas, curvas abertas e apertadas, na cidade, em vias rápidas e até em caminhos de piso esburacado.
Esta nova MT que a Yamaha acaba de lançar na Europa tem motor de dois cilindros em linha com 689 cm3, que gera 75 cv atingidos a 9.000 rpm e torque de 6,9 kgfm a 6.500 rpm. E é justamente o motor que mais brilha na MT-07, como eu descobriria no decorrer do dia de testes. Mas antes vamos dar uma volta em torno da novidade da Yamaha.
Apresentando linhas modernas, a moto lembra a irmã maior MT-09 tricilíndrica. Com pormenores esportivos que saltam à vista logo nos primeiros olhares, a MT-07 é claramente uma “anti-linha 500″ da Honda, e argumentos para a bater a rival não lhe faltam: peso inferior, mais de 20 cv extras e preço mais baixo aqui na Europa.
A ideia da Yamaha foi fazer uma moto “low-cost”, como mostra o preço de 5.595 euros (cerca de R$ 18 mil) na versão básica e de 6.095 euros (cerca de R$ 19.600) com ABS. Apesar disso, não houve economia nos materiais utilizados, como podemos perceber em componentes como duplo disco de freio na dianteira, vistosas rodas de 10 raios, painel totalmente digital (com bastante informação), pneu traseiro na medida 180 e amortecedor traseiro com nove ajustes possíveis.
Assim que montamos na MT, logo temos consciência de que o conjunto é bastante leve e compacto. São apenas 179 kg para a versão normal e 182 kg no modelo equipado com ABS (pesos com os reservatórios de óleo e gasolina cheios). O guidão e o banco estreitos permitem adequar a posição de condução que mais convém, nos deixando ter total controle sobre a moto. Assim, a MT-07 se revela ideal para condutores vindos de modelos menores ou com pouca experiência. Mas também, porque não, para quem deseja uma moto divertida sem gastar muito, para passeios de fim-de-semana ou dia-a-dia na cidade.
O motor bicilíndrico foi uma agradável surpresa, com potência sempre disponível e uma resposta alegre do acelerador quando giramos o punho direito. Talvez até ele se apresente demasiado brusco na passagem da primeira para a segunda e da segunda para a terceira marcha, podendo provocar alguns sustos em condutores menos experientes ou mais desatentos. Depois disso, porém, tudo se passa normalmente e com suavidade.


Fonte: Car Place