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Novo VW up!: os detalhes por trás do projeto da versão nacional
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Estamos na Ala 17 da fábrica da Volkswagen na Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP). Um lugar altamente estratégico, onde é feito o desenvolvimento dos carros da marca. Um galpão de piso claro, com farta iluminação natural e organização impecável. Os principais executivos, designers e engenheiros da filial brasileira estão presentes. A pauta do dia é o up! (assim mesmo, minúsculo e com exclamação no final), modelo mais importante da empresa nos últimos anos. Caberá a ele a missão de substituir o Gol G4 como porta de entrada da VW no Brasil e, mais do que isso, estabelecer um novo padrão de “carro popular”. “Queremos que ele seja o Fusca dos dias de hoje”, diz José Loureiro, gerente executivo de desenvolvimento de produto.

Para tanto, a primeira frente de ataque do up! será a segurança. O compacto chegará às lojas em março como o carro mais seguro já fabricado no Brasil. E quem está dizendo isso não é a VW, e sim o Instituto Latin NCAP (responsável para avaliar a segurança dos carros vendidos na América Latina) após realizar um teste de impacto fontal com o hatch a 64 km/h. Ele obteve pontuação cinco estrelas para ocupantes adultos e quatro para crianças. E, nas notas que determinam a quantidade de estrelas a receber, o up! somou mais pontos até que o Jetta, sedã médio da própria Volks.

Não se trata de oferecer apenas os obrigatórios airbags frontais e freios ABS. O up! estreia a plataforma PQ12 no Brasil (que também dará origem ao jipinho Taigun) e chega com uma estrutura diferenciada. Ela é formada com 76% de aços de alta resistência (indicados em vermelho, azul e amarelo na foto abaixo) e ultrarresistência (partes roxas), aços especiais obtidos a partir de uma mistura de elementos e processos de formação a quente, que aumentam a resistência da peça e diminuem o peso. Ou seja, além de ampliar a rigidez da carroceria, com ganhos em segurança e dirigibilidade, o processo ainda permitiu uma estrutura 14 kg mais leve ao hatch. Outra providência foi oferecer a fixação Isofix para assentos infantis como item de série em todo up!, junto com sistema top theter – mais um recurso para fixar a cadeirinha, mas prendendo-a por cima.

A VW também dedicou atenção especial ao índice de reparabilidade, que determina o custo do reparo em caso de acidentes e influi diretamente no preço do seguro. O para-choque dianteiro, por exemplo, é multicamadas na parte onde fica a “boca” do carro. Assim, num impacto leve, não é preciso trocar o para-choque todo. Pelo mesmo motivo, a tampa traseira inteira de vidro do up! europeu foi trocada por uma com a parte inferior de aço no modelo nacional. “E não é a mesma peça do Skoda CityGo”, garante Loureiro, se referindo à variação do compacto da marca tcheca do Grupo VW, que tem tampa de aço e posicionamento de preço abaixo do up! na Europa. “Nós fizemos uma tampa exclusiva para o modelo brasileiro”, completa o engenheiro. O resultado foi nota 11 pelo índice do CESVI. Até então, o melhor era o Citroën C3 com nota 14 – quanto menor o valor, melhor o índice.

A tampa traseira de metal foi apenas uma das extensas modificações no projeto do up! nacional. Não foi um trabalho apenas de ajustar o modelo às condições de rodagem e de combustíveis brasileiros, mas sim de adaptar o carro às necessidades do cliente local. Exposto em clínicas de consumidores por aqui, o up! europeu recebeu críticas quanto ao espaço do porta-malas e à não abertura deslizante dos vidros traseiros – por lá eles são basculantes -, entre outras coisas. Desta forma, o desenvolvimento do up! brasileiro teve início logo após o projeto original.

Sabendo da necessidade de criar a nossa versão (que logo mais deve ir para o Mercosul), o designer brasileiro Marco Antonio Pavone, “pai” do up! (com desenho escolhido entre diversas opções pelo chefão de design do Grupo VW, Walter de Silva), acompanhou de perto o trabalho de alongamento do modelo nacional. De acordo com o chefe de design da filial local, Luiz Alberto Veiga, o modelo teria de atender às necessidades de maior porta-malas sem, no entanto, descaracterizar o estilo original do projeto.
 
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Fonte: Car Place

 

 

 

 

 


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