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Esporte


Multicampeão, Marcelinho quer erguer único troféu que não tem no Fla
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Marcelinho é um cara reconhecido na sua carreira. Recordista de pontos na história do Novo Basquete Brasil, com mais de quatro mil, e um dos maiores do basquete brasileiro, considerado o melhor da linha dos três pontos após Oscar Schmidt, o ala do Flamengo acumula títulos e marcas por diversos clubes onde passou, em especial no do coração, e seleção brasileira. Só nas suas sete temporadas pela Gávea, conquistou 11 campeonatos, sem contar os prêmios individuais como os de MVP do NBB 1 e 2. Porém, existe um caneco que o capitão rubro-negro ainda não pôde levantar e nem ver na sua cheia sala de troféus: o da Liga das Américas. Aliás, este é o único torneio disputado pelo jogador com a camisa rubro-negra que ele não conseguiu vencer.

Nas cinco participações anteriores do time na "Libertadores do basquete" (Marcelinho não jogou a quinta e última por estar lesionado), o Flamengo jamais havia conseguido uma vaga entre os quatro finalistas. A proximidade com mais uma medalha de ouro, que virá com duas vitórias no Maracañazinho nos próximos dias 21 e 22 de março, faz o camisa 4 sonhar em erguer o troféu mais importante da sua história como profissional.

- É claro que tem um gosto especial, pois seria inédito para mim e para todos no clube. E este campeonato não tem só este fator, ele também classifica para o Mundial. Queremos muito ganhar esta Liga das Américas - confessou Marcelinho.

O sabor seria ainda mais especial por conta de tudo que aconteceu com o tricampeão Pan-Americano. No dia 24 de novembro de 2012, Marcelinho sofreu a pior lesão de sua carreira. No jogo de estreia do NBB 5 contra o Vilha Velha, o capitão rubro-negro teve uma ruptura do ligamento cruzado anterior do joelho direito e ficou de fora de todo o resto da temporada. Mais de dez meses depois, ele retornou ao basquete na estreia da equipe diante do Campos pelo Campeonato Carioca.

Mesmo sempre bastante otimista quanto à sua recuperação e seu retorno em grande nível, a dúvida se o ala conseguiria ser aquele de outros tempos, ainda mais aos 38 anos, pairava no ar. Aos poucos, o ponto de interrogação foi virando uma certeza. O cestinha estava de volta.

- Não posso dizer que valorizo mais o basquete agora do que antes, porque sempre fui um atleta que se dedicou, que abri mão de muitas coisas na minha vida e não me arrependo de nada disto. Mas, depois de ter passado por toda esta situação, confesso que estou saboreando mais as coisas. Estas reconquistas têm um sabor especial, ainda mais aos 38 anos. Imagina o quanto isto é importante. Valorizo muito este momento - afirmou o camisa 4.

Fominha por basquete e sedento por competições, o ala garante que não ensaia uma despedida das quadra. Mesmo já pensando no futuro ao ingressar na faculdade de marketing, onde está no segundo período, o rubro-negro de coração diz ainda ter muita lenha para queimar.

- Não penso que os campeonatos que eu jogo podem ser meus últimos. Esta questão de parar de jogar vem de uma maneira gradativa. Sou um cara muito competitivo e acho que isto é a maior dificuldade. Claro que não vou aceitar jogar se eu não tiver conseguindo atuar em alto nível, mas gosto disto de competir. Talvez, no futuro, vou ter que competir contra o meu corpo e uma hora vou perder, mas até lá vou seguir jogando - explicou o cestinha, que está na sua 18ª temporada no esporte.

Nesta próxima sexta-feira, o Flamengo faz a semifinal da "Libertadores do basquete" diante dos uruguaios do Aguada, às 21h15m. Caso vença, avança à final, que será disputada no sábado, contra o vencedor de Pinheiros e Halcones de Xalapa-MEX, que fazem o jogo de abertura às 19h. Todas as partidas serão realizadas no ginásio do Maracañazinho, e os torcedores já podem adquirir seus ingressos.
 
Marcelinho Machado, do Flamengo, sai do Ginásio do Tartarugão na maca (Foto: Fábio Vicentini/A Gazeta)
 
 
 
 
 
 
Fonte: Globo Esporte

 

 

 

 

 


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