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Esporte


FIA diz que alertou RBR sobre infração em regra do fluxo de combustível
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Em meio à polêmica gerada pela desclassificação de Daniel Ricciardo do GP da Austrália, para imensa consternação dos fãs presentes, o diretor de provas da FIA, Charlie Whiting, veio a público para revelar que a RBR havia sido advertida que o fluxo de combustível do carro do australiano não estava em conformidade com o regulamento. Diferentemente do recomendado pela entidade, a equipe acreditou que poderia usar seu próprio sensor e e cálculos para controlar sozinha o fluxo do líquido combustivo. No entanto, a tática não funcionou, a regra foi infringida, e Ricciardo, que não teve culpa, penalizado.

- Nós os avisamos para tomarem as medidas necessárias em duas oportunidades após o treino classificatório e, também, depois de cinco voltas completas na corrida. No entanto, eles escolheram usar os próprios cálculos para mostrar que estavam fazendo a coisa certa. Se tivessem seguido os nossos conselhos, não teríamos problemas e eles não teriam sido punidos. Foi realmente um erro humano, pois eles poderiam ter feito o necessário para estar dentro do padrão – disse Whiting ao jornal “The Times”.

Entenda o “Fuelgate”e o novo regulamento de fluxo de combustível

“Fuelgate” (fuel é combustível, em português). Assim foi apelidado o caso sobre a infração do time tetracampeão. Na questão, a equipe austríaca – e, consequentemente, o piloto – foi punida por ter “excedido consistentemente” o fluxo permitido de gasolina injetada dentro do motor do carro do australiano durante um determinado período de tempo (100kg/h). Quando o fluxo do líquido combustivo é maior em um monoposto do que em outros, isto significa que a mistura fica mais “rica”, ou seja, o motor gera mais potência do que aqueles quem tem um fluxo inferior.

O fluxômetro na RB10 do piloto foi trocado em duas ocasiões durante o fim de semana por apresentar leituras inconsistentes: a primeira na sexta-feira, após as sessões de treino livre, quando a RBR pôs uma peça própria, diferente daquela fornecida e homologada pela FIA. A segunda ocorreu depois do treino classificatório, quando o sensor substituto falhou também. Nesta ocasião, a equipe foi instruída a recolocar o sensor original e aplicar uma compensação nas leituras obtidas.

Enquanto o time afirmou que recorreria da decisão, alegando que o sensor da FIA era problemático e tecnologicamente inferior, a entidade disse que só existe um culpado neste caso: a equipe. Apesar de admitir que seu sensor não funcionou da maneira certa, a FIA deixou claro que uma escuderia só poderia utilizar qualquer outro método caso fosse autorizada, o que não aconteceu.

- Ainda que o sensor tenha mostrado leituras diferentes, ele ainda é o sensor homologado e requerido para ser o usado, salvo casos em que a FIA dê permissão para fazer o oposto. Os comissários ficaram satisfeitos com a explicação do técnico representativo da FIA, que disse que se tivessem feito os ajustes propostos, o time poderia ter competido dentro da normalidade e do regulamento. Independentemente do que o time achou sobre o sensor estar com a leitura equivocada, eles nunca poderiam ter usado outro método sem o aval da FIA – dizia o relatório da entidade.

Ainda de acordo com a RBR, a compensação da leitura, sugerida pela entidade, estava causando uma discrepância entre a telemetria do time e a dos comissários de prova.

- Tivemos um problema com o sensor da sexta-feira. Nós o trocamos por outro sensor, que também deu problema, no treino classificatório. Logo após, fomos avisados para recolocar o sensor original e aplicar uma compensação. No entanto, não sentimos que o a compensação estava correta, quando fomos para a corrida. Dava para ver que havia uma discrepância enorme entre o que o sensor estava lendo e a quantidade de combustível sendo injetada no motor – afirmou o chefe da equipe, Christian Horner.

A recusa da escuderia austríaca em seguir as orientações da FIA gerou acusações arrogância por parte da entidade máxima do esporte, que expressou sua clara insatisfação com a intransigência dos atuais campeões mundiais.

Enquanto isso, independentemente de quem está certo e errado no caso, a questão – que deve ser arrastar por semanas até que a apelação seja julgada no fim de abril – mostrou o quão a questão de combustível ser um fator crítico neste ano. Se 2013 foi dominado pela questão dos pneus, a gasolina promete ser o pivô do campeonato de 2014. E o time tetracampeão acabou descobrindo, para sua própria desgraça, que o problema está sempre escondido nos detalhes.
 
Christian Horner entrevista coletiva (Foto: Getty Images)
 
 
 
 
 
 
Fonte: Globo Esporte

 

 

 

 

 


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