"Se eu tiver a chance de ir para a Fórmula 1, quero provar que posso ser tão rápida quanto os caras". A confiança presente nas palavras de Simona de Silvestro é um de seus trunfos na busca por uma vaga de titular na principal categoria do automobilismo mundial. Contratada como "pilota afiliada" da Sauber, a suíça de 25 anos garante que tem potencial de sobra para guiar um monoposto em 2015.
- É sempre difícil atingir um nível muito elevado, não importa se você é menino ou menina. Você precisa provar para si mesma, e a concorrência é muito grande. Todos os pilotos do planeta querem chegar à Fórmula 1, mas há apenas 22 lugares. Eu nunca senti que seria mais difícil para mim. O importante é provar que você pode ser tão rápido quanto os outros, e mostrar que podemos ser competitivas. Até agora, acho que tenho sido capaz de fazer isso na minha carreira - disse Simona, em entrevista à revista inglesa "Autosport".

A pilota estreou nos Estados Unidos aos 18 anos, tornando-se um dos destaques da Fórmula Indy, onde representava as mulheres ao lado da brasileira Bia Figueiredo. Em abril deste ano, Simona entrou no cockpit de um monoposto de Fórmula 1 pela primeira. Em dois dias de testes no circuito de Fiorano, na Itália, ela completou 180 voltas (540 km) com o carro da Sauber utilizado na temporada 2012.
Apesar de ter acumulado bons resultados em quatro temporadas na Indy - onde conquistou 1 pódio e 12 corridas entre os 10 primeiros colocados - e em outras categorias do automobilismo americano, a presença de Simona ainda levanta desconfianças por parte de alguns integrantes do circo da Fórmula 1. Na entrevista concedida à "Autosport", a suíça fez questão de desmentir as suspeitas de que sua contratação para 2015 poderia ser facilitada pelo fato de a Sauber ser comandada por um mulher, a indiana Monisha Kaltenborn.
- Eu não acredito que isso possa influenciar em alguma coisa. É a primeira vez que eu tenho um chefe do sexo feminino, por isso é algo diferente para mim. O que ela viu em mim é que eu realmente quero muito alcançar os meus objetivos, e que eu tenho vontade de sobra para fazer o meu sonho virar realidade. Não acho que o fato de ela ser mulher vá mudar alguma coisa. No fim das contas, estou aqui para trabalhar - enfatizou a suíça.
Fonte: Globo Esporte