Foi na base da superação, com o apoio do torcedor, que o Praia Clube empatou o duelo com Sesi-SP nos playoffs da Superliga, no sábado. Em especial, não só o time se superou, mas também a levantadora Juliana Carrijo. A atleta veio de um primeiro jogo em que ela mesma reconheceu que jogou abaixo do que podia, além de passar por uma semana nada fácil. Até chegar a segunda partida das quartas de final, ela superou o lado psicológico e uma lesão na mão, que a tirou de alguns treinamentos na semana.
– Esporte mais do que nunca é superação. Quando jogamos lá, não era meu dia. Toda atleta tem o direito disso. Para esse segundo jogo fiquei um pouco ansiosa, mas tive que superar. Ouvi muitas críticas e considero normal, mas também recebi apoio de muita gente, e isso ajudou – falou Juliana Carrijo.
A levantadora não só estava com a mão afiada, como também contribuiu com quatro pontos, sendo dois de “largadinha”, um de saque e outro de bloqueio. No levantamento, ela apostou bastante nas jogadas rápida, com as centrais Mayhara e Natália, e foi responsável também pela boa partida da oposta Monique, que anotou 21 pontos. Na primeira partida, Carrijo não se encontrou na armação das jogadas e ainda forneceu seis pontos de dois toques ao adversário.
– Estamos nos superando a cada dia. É uma temporada de muitas dificuldades devido às lesões, mas nosso grupo merece chegar à semifinal e quem sabe uma final. Continuo sonhando porque nossa equipe é capaz, toda partida tem dificuldade e vamos para São Paulo para vencer – finalizou.
No sábado, o Praia recebeu o Sesi-SP e venceu por 3 sets a 1, com parciais de 21/19, 21/17, 17/21 e 21/18. O próximo jogo é em São Paulo, no próximo sábado, onde o vencedor garante vaga na semifinal, para atuar com o Rio de Janeiro.
Fonte: Globo Esporte