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Esporte


Williams-Petrobras: assinatura nesta terça
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A Williams terá novamente a Petrobras como uma de suas parceiras técnicas. O anúncio será feito nesta terça-feira, no Rio de Janeiro, às 10h (de Brasília), na sede da empresa brasileira. Estarão presentes Claire Williams, chefe-adjunta da equipe inglesa, e Maria das Graças Foster, presidente da petrolífera. De duração de três anos inicialmente, o contrato estabelece, como é de praxe, o desenvolvimento de combustíveis e de lubrificantes para os motores Mercedes turbo 1.6 V6, que a Williams usará em 2014.

Williams e Petrobras têm um passado de sucesso. Entre 1998 e 2008, as duas empresas tiveram um contrato de desenvolvimento de produtos. Os combustíveis da petrolífera brasileira passaram por quatro marcas de motores: Mecachrome (o antigo Renault V10), BMW, Cosworth e Toyota. O retorno de todas as fabricantes foi muito positivo. A BR tinha um contrato fechado com a Honda para 2009, mas acabou surpreendida pela saída da montadora japonesa e de sua equipe da Fórmula 1 no fim da temporada 2008.

 

O primeiro capítulo da parceria com a Williams durou 11 temporadas, com 649 pontos marcados, 10 vitórias, 19 poles positions, 19 melhores voltas e 54 pódios. Além disso, conquistou dois vice-campeonatos mundiais de Construtores em 2002 e 2003 e dois terceiros lugares no Mundial de Pilotos, ambos com Juan Pablo Montoya, também em 2002 e 2003.

 

Apesar de estar fora da Fórmula 1 desde 2009, a Petrobras continuou a desenvolver o combustível para a Fórmula 1 por meio de testes periódicos com as montadoras presentes à categoria. O último deles foi no fim do ano passado, quando a empresa brasileira testou a gasolina em um exemplar do novo motor turbo da Renault na fábrica de Viry-Chatillon, na França. Segundo fontes ligadas à petrolífera, o ano de 2014 deverá ser dedicado à produção em larga escala do novo combustível para que, em 2015, seja usado em toda a temporada pela Williams no campeonato da maior categoria do automobilismo mundial.

Para encerrar, um detalhe importante: o fechamento do contrato entre Petrobras e Williams nada teve a ver com a presença de Felipe Massa. Não sejamos ingênuos, contudo: é claro que a presença do piloto brasileiro ajudou no processo. Mas não é um patrocinador pessoal de Massa. É uma parceria técnica entre duas empresas. O que comprova que a contratação do brasileiro ex-Ferrari foi um acerto em termos de atrair novos parceiros para a equipe inglesa, que tem um projeto para renascer na Fórmula 1.

 

Em tempo: os testes de Jerez de la Frontera podem ter marcado a última vez em que a pintura azul da Williams foi à pista. A equipe deve apresentar suas novas cores já nos testes do Bahrein, nesta semana.
Felipe Massa Williams 2014
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Globo Esporte

 

 

 

 

 


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