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Esporte


Werdum: Não se comenta treino, mas Browne sabe o que aconteceu
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 Fabrício Werdum esperava lutar pelo cinturão dos pesos-pesados, mas o campeão Cain Velásquez precisou se tratar de uma lesão no ombro, e o brasileiro terá pela frente outra parada dura, neste sábado, em Orlando: o americano Travis Browne. Os dois lutadores já treinaram juntos "há três ou quatro anos", de acordo com o gaúcho, que deixou a entender ter levado vantagem contra o próximo oponente.

- Eu e Travis Browne já treinamos juntos, três a quatro anos atrás. Foi luva, caneleira, protetor e hey! Nem me viu. Não posso comentar o treino, mas ele sabe o que aconteceu - afirmou, em entrevista ao "Sensei SporTV".

Browne vem de três nocautes consecutivos, que foram premiados com os melhores da noite em todas as vezes, contra Gabriel Napão, Alistair Overeem e, em sua última luta, sobre Josh Barnett. Os triunfos sobre Napão e Barnett foram parecidos, com ambos tentando derrubá-lo próximo à grade e recebendo fortes cotoveladas na cabeça que encerraram o combate. Werdum disse saber dos perigos que terá pela frente, mas mandou um recado para o americano.

- Ele mostrou que tem uma boa estratégia, evita que levem a luta para o chão, tem uma boa defesa de queda, abre o compasso na grade e dá as cotoveladas. Ficou famoso por isso, é uma coisa bem agressiva o cotovelo na têmpora. Todo mundo fala que tenho que cuidar da grade quando for para o double leg. Mas eu não tenho por que querer derrubar rápido, se tenho cinco rounds. São 25 minutos. Vou ter meu tempo para esquentar a máquina e poder dar uma queda nele. Vejo duas maneiras: ele vai estar muito preocupado com as minhas quedas, e vou nocautear ele com uma surpresa, chute, soco, juiz parando; ou se conseguir fazer a grande estratégia de levar para o chão em uma situação sem muito desespero. Não vou entrar como aconteceu com o Napão, desesperado na perna dele, cometendo um grande erro. O Barnett também, cara experiente, veterano do UFC, entrou que nem um louco. Eu vejo ele como um cara perigoso, mas, se ele tem cotovelo, eu também tenho - garantiu.

 Para conseguir ter êxito em sua estratégia de levar para o chão, Fabrício Werdum disse que está trabalhando muito seu wrestling. Segundo ele, caso o combate se desenrole no solo, o americano não vai aguentar o ritmo que será imposto.

- Gosto de treinar boxe e muay thai, me sinto completo, mas claro que minha especialidade é o chão. Tenho que ter um bom wrestling para dar a queda no oponente. Não tem como levar para o chão sem ter meio do caminho e o meio do caminho é o wrestling. Vou esperar a situação que vai acontecer e não vou deixar passar esse momento. No momento que estiver no chão, ele vai sentir a pressão do "Vai, Cavalo" e vai bater - concluiu.
 
MMA fabricio werdum e minotauro (Foto: Agência Getty Images)
 
 
 
 
Fonte: Sport Tv

 

 

 

 

 


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