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Viscardi diz que faltou frieza para nocautear e lamenta: Foi burrice
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 Uma falha durante o primeiro round custou muito caro para Viscardi Andrade no "UFC: Machida x Mousasi", em Jaraguá do Sul-SC, na madrugada de domingo. O ex-participante do TUF Brasil conseguiu acertar um cruzado no rosto de Nicholas Musoke e viu o sueco ir a knockdown, praticamente apagado. Em vez de ir para cima e garantir a vitória, Viscardi pensou por um momento que a fatura já estava liquidada e comemorou instintivamente, jogando as mãos para o alto. No entanto, o adversário rapidamente voltou para a luta e se recuperou a ponto de vencer por decisão unânime dos jurados após três assaltos. Ainda sem ter digerido bem a derrota, o brasileiro não escondeu a frustração:

- Faltou ter contido a emoção, vamos dizer assim. Se eu tivesse sido mais frio, teria levado essa luta por nocaute. Perdi a frieza na hora em que acertei a mão, deixei a emoção tomar conta, e ela me atrapalhou ao longo do combate e me fez perder essa luta. Foi burrice minha mesmo, emoção ali da hora. Não consigo tirar essa luta da cabeça. Deito para dormir, e ela fica martelando. Estou tentando parar de pensar. Mas já aceitei a derrota e só tenho de voltar a treinar como eu vinha treinando para melhorar algumas coisas - disse, em entrevista ao Combate.com.

 Viscardi Andrade explicou o erro que cometeu e contou que comemorou após ver um vulto:

- Eu estava tentando acertar o overhand nele, só que ele já estava esperto e se defendendo bem. Na hora em que achei a distância, dei tipo um cruzado de cima para baixo e deu certo de entrar. E eu senti o golpe entrar inteiro, porque bateu e ele caiu em cima das pernas, meio virado. Eu vi um vulto e achei que o árbitro iria parar, e levantei os braços comemorando. Vi ele caindo apagado. Aí o árbitro olhou para mim, eu olhei para o cara, e ele bateu a cabeça no chão e tentou levantar. O árbitro mandou prosseguir. Isso tudo aconteceu em dois ou três segundos. Eu voltei, mas ele já estava se movimentando. Esses segundos foram necessários para ele se recuperar. Acabei perdendo o nocaute.

 O brasileiro admitiu ainda que ficou frustado no restante da luta após o episódio, o que pesou no lado emocional, e que sentiu o cansaço por conta do jogo "amarrão" de Musoke:

 - Eu fiquei muito mal comigo mesmo. Até na luta mesmo. Isso acabou refletindo no resultado da luta. Quando eu achei que tinha nocauteado e comemorei, e depois vi que ele não estava nocauteado, isso me deu uma frustrada. Voltei para o segundo round meio frustrado. Não sei nem explicar direito como eu estava, mas já não voltei a mesma coisa. Aí ele acabou pegando um ritmo, amarrando mais a luta, conseguiu me travar e foi me cansando. Isso foi mexendo com a minha cabeça, fui me sentindo mal, cansado e sabendo que poderia já ter acabado com a luta. Fiquei perdido lá.

Para Viscardi, o fato de o sueco ser bem mais alto e ter uma envergadura maior não fez tanta diferença no duelo. A força do oponente também não o impressionou:

- Eu sabia que ele era mais alto e estava esperando um cara grande, mas, na hora em que eu vi, ele era até maior do que eu imaginava. Mas na luta até deu certo. A estratégia era jogar junto com ele mesmo. Acertei ele algumas vezes, e uma delas foi o knockdown. O tamanho atrapalhou um pouco, mas eu já estava esperando. Na questão da força, não. Não senti ele mais forte. Ele deu uma crescida muito boa no combate depois do knockdown. Ele voltou para o segundo round com outra cabeça e lutando diferente.

 O lutador acredita que, se tivesse partido para o ataque em vez de levantar os braços, teria resolvido o nocaute e coquistado seu segundo triunfo em duas lutas no Ultimate. Ao mesmo tempo, ele elogiou o eficiente jogo aplicado por Musoke:

- Com certeza. Ele estava nocauteado, caiu nocauteado. Não vi o vídeo ainda, mas tenho certeza que, se o vídeo focou nele na hora, vai dar para ver isso. Ele caiu mal, em cima das pernas, apagado. Aí ele abriu o olhou e tentou se levantar. Foi essa a hora em que eu vi e fui para cima. Acredito que isso foi um dos fatores principais para a derrota. O cara nasceu de novo na luta. E eu deixei escorregar entre os dedos a vitória que eu tanto estava vendo. Foi uma das coisas que fez eu perder a luta. Mas o plano de jogo dele foi ótimo. Ele conseguiu me matar. Mantinha distância, e quando eu achava a distância para pegá-lo, ele me clinchava e me amassava na grade. Esse jogo me cansou bastante. Tirou todo o meu gás.
 
Viscardi Andrade UFC Jaraguá do Sul (Foto: Rodrigo Malinverni)
 
 
 
 
 
Fonte: Combate

 

 

 

 

 


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