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Esporte


Um ano após 1º título, Ágatha/Bárbara busca repetir história em João Pessoa
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Há cerca de um ano, em João Pessoa (PB), Ágatha e Bárbara conquistaram o primeiro título juntas e da carreira no Circuito Brasileiro de vôlei de praia. Após a conquista do dia 24 de fevereiro, a dupla venceu duas etapas e sagrou-se campeã brasileira. Nesta temporada, elas buscam o bi e esperam repetir a história que as consagrou no cenário nacional. Na "Porta do Sol", elas terão o apoio de uma torcida calorosa, com direito a presença de seu maior fã clube. A duas etapas do fim, a briga pelo título está acirrada e será definida apenas em Maceió (AL). O SporTV transmite ao vivo as semifinais da etapa decisiva, neste sábado, e a decisão, no domingo.
 
 
- João Pessoa é muito especial, o que aconteceu ficará marcado para sempre. Foi a nossa primeira conquista como dupla, na carreira e a primeira com o meu marido, Renan (preparador físico). Temos pessoas muito queridas na cidade, que ficam esperando pelo evento, ansiosas. Algumas nos acompanham em diferentes etapas. Tem gente de Mato Grosso, Curitiba e Brasília, mas, a maioria é de João Pesso. A gente ama a cidade, que tem um clima muito gostoso. Estamos fazendo a nossa parte, treinando para diminuir a nossa margem de erros, cuidando do preparo físico e mental, da alimentação e de todas as áreas que influenciam no resultado. A gente quer muito o bi, mas, temos que colocar nas mãos de Deus e deixar acontecer - disse Ágatha.
 
A atleta de Curitiba deu os primeiros passos no vôlei em 1992, em Paranaguá (PR). Passou por equipes como o Banestado (PR) e o Paulistano (SP) e ficou na quadra por 10 anos, quando decidiu mudar de ares. Nas férias, começou a jogar de forma despretensiosa com uma amiga e se animou com os resultados. Correu atrás de patrocínio e passou a se dedicar ao esporte. Por conta do frio no Paraná, Ágatha mudou-se para Santa Catarina. Depois de um tempo, em 2005, trocou o Sul pelo Rio de Janeiro, onde formou parceria com Sandra Pires. Desde então, vive na Cidade Maravilhoso e está com Bárbara há três anos.
 
A carioca, por sua vez, é "rata de praia". Seguir nas areias foi algo natural para Bárbara, que iniciou na modalidade aos 11 anos, na escolinha do Jorjão, na Barra da Tijuca. Apesar de ter jogado um curto período na quadra, no qual atuou pelas categorias de base do Flamengo, a praia sempre foi o seu habitat natural.
 
- Sou rata de praia. Comecei a tomar gosto pelo vôlei de praia na escolinha e passei a disputar torneios regionais aos 13 anos. Só perdia, mas jogava. Depois, fui para Brasileiros e virei profissional em 2006. Comecei a cursar medicina, mas larguei. O meu técnico, Rico de Freitas, me chamou para trabalhar com ele em 2008 e estou com a equipe até hoje.
 
 
Bárbara destacou o equilíbrio de forças no Circuito Brasileiro e apontou a técnica como o ponto forte da dupla.
 
 
- O campeonato está muito nivelado, não tem mais adversário fraco. Todos os times são excelentes e entram para ganhar. Por isso, focamos jogo a jogo, etapa por etapa. Nosso time tem um potencial técnico muito grande, não só nós, mas a equipe como um todo. Ninguém consegue se desenvolver sem um trabalho grande por trás. Estamos trabalhando para fazer uma boa campanha no Brasileiro e no Mundial, baseando os treinos em precisão, condicionamento físico e perfeição. Se a história se repetir em João Pessoa, será muito bom. A nossa dupla engrenou, mas o título do ano passado já passou. Pensamos para frente. Este ano está difícil, a disputa está muito acirrada - analisou a carioca, medalhista de bronze no Mundial sub-19 de 2005.
 
Baiano de Salvador e radicado em João Pessoa há 17 anos, Ricardo está perto de garantir de forma antecipada o título em casa, ao lado do parceiro Márcio. Isolados na liderança do ranking, com 2.280 pontos, os medalhistas olímpicos dependem apenas de si mesmos para subir ao topo do pódio na única capital que recebeu todas as edições do torneio. Apenas Bruno/Hevaldo (1.880) e Evandro/Vitor (1.680) ameaçam a dupla, que precisa terminar a etapa paraibana na frente dos dois. Mesmo se ficar uma posição atrás de Bruno/Hevaldo, o título continua em suas mãos.
 
 
 
- Espero confirmar o título em casa, mas preciso ver a porcentagem para analisar as chances de ser campeão. Vim para João Pessoa em 1997 para jogar com o Zé Marco e me adaptei tão bem que nunca mais saí. É uma cidade muito boa para se viver. Além de baiano, me considero paraibano. Aos poucos, fui trazendo a família para morar aqui. Meus pais, tios e primos também vieram - contou Ricardo, também conhecido como "Muralha" no Brasil e "Block Machine" ("Máquina de Bloqueio") no exterior.
 
 
Campeão olímpico nos Jogos de Atenas, em 2004, Ricardo precisou de apenas quatro anos para montar o seu centro de treinamento na Praia de Cabo Branco, onde foi montada a arena do Circuito Brasileiro. O lugar tornou-se referência no vôlei de praia, recebendo atletas como Álvaro Filho, Harley e Renatão, outros destaques do torneio.
 
vôlei de praia Barbara e Agatha (Foto: Paulo Frank / CBV)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: SporTv

 

 

 

 

 


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