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Esporte


Sport bate Ceará por 2 a 0 na Ilha e abre vantagem na final da Copa do NE
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 A Ilha do Retiro voltou a ser a Ilha do Retiro. Aquela da Copa do Brasil de 2008, da Libertadores de 2009. Na noite desta quarta-feira, o estádio ferveu em vermelho e preto. E fez a diferença a favor do Sport no primeiro jogo da final da Copa do Nordeste. A vitória por 2 a 0 sobre o Ceará deixa o Leão em situação privilegiada para o último e decisivo confronto, próxima quarta-feira, na Arena Castelão. Neto Baiano, aos 10 minutos do primeiro tempo, e Danilo, aos 40 da segunda etapa, marcaram os gols e deixaram a Ilha em completa ebulição. Mais de 27 mil estiveram no estádio.

 Em Fortaleza, o Sport poderá perder por até um gol de diferença que ainda assim ficará com o título. Se marcar um, o Ceará precisará fazer quatro.

Se não conseguiu produzir um primor de futebol, o time rubro-negro saiu de campo com o sentimento de dever cumprido. Melhor ataque da competição, o Ceará teve suas chances, mas não soube aproveitá-las. Mesmo esboçando a reação, principalmente no início do segundo tempo, o Vovô foi incapaz de diminuir o prejuízo.

O time vibrante de 2008 parece ter inspirado os atuais jogadores do Sport. Afinal de contas, uma coincidência à beira do gramado não deve passar despercebida. No comando do Sport, Eduardo Baptista. Filho do ex-técnico rubro-negro Nelsinho Baptista, o grande responsável por conduzir o Leão naquela trajetória histórica de seis anos atrás.

 Pressão e gol do Leão

Antes de a bola rolar, surpresas. Rithely e Danilo eram mais cotados para iniciar a partida do lado rubro-negro, enquanto Assisinho chegou a ser dado como certo nas conjecturas prévias do Ceará. Mas Érico Júnior foi a novidade no Sport, e Rogerinho a do Ceará. Escalações à parte, o início do jogo fez jus à atmosfera do estádio. Eletrizante.

Logo no primeiro minuto, Magno Alves recebeu passe açucarado de Rogerinho e entrou cara a cara. Magrão salvou o Sport. Susto. Rapidamente assimilado pelo time da casa, empurrado a todo instante pela torcida. A pressão das arquibancadas se refletia em campo. E interferia. Aos 7 minutos, Souza falhou feito numa saída de bola. Renê matou no peito e viu bem a chegada de Aílton pelo meio. O camisa 10 rubro-negro pegou mal na bola.

Três minutos depois, na base do abafa, o Sport abriu o placar. Renê acionou Ananias pela esquerda. O atacante - de volta ao time após duas semanas no DM - cruzou na medida para Neto Baiano. O camisa 9 levou a melhor sobre o zagueiro e tocou na saída de Luis Carlos. Aos 10 minutos, Sport 1 a 0. Gol típico de centroavante. O quinto de Neto Baiano, vice-artilheiro da Copa do Nordeste, dois a menos que Magno Alves.

Na comemoração, o técnico Eduardo Baptista fez lembrar o pai, numa das imagens marcantes da conquista rubro-negra na Copa do Brasil de 2008. Ferveu de vez a Ilha do Retiro. O time rubro-negro, porém, deu uma esfriada no decorrer do primeiro tempo. Só aos 33 minutos chegou com perigo outra vez. Triangulação entre Renê, Ananias e Páscoa. Do outro lado, Magrão foi exigido. Mesmo sem tanta posse de bola, o Ceará incomou com Ricardinho e Magno Alves.

Festa completa na Ilha

No segundo tempo, mesmo sem nenhum alteração no intervalo, a postura dos times se mostrou bem diferente desde o início. Com DNA ofensivo, o time do Ceará se lançou ao ataque. O novo ímpeto do Alvinegro resultou em posse de bola. A pressão mudou de lado. O Vovô passou a jogar adiantado no ataque, e o Sport atrás da linha do meio de campo.

Samuel Xavier, Ricardinho, Magnos e Bill deram muito trabalho à defesa rubro-negra nos primeiros 10 minutos, ainda que Magrão não tenha sido exigido de fato. A resposta do Leão veio aos 15 minutos. Em um contra-ataque, Neto Baiano recebeu passe de Renê e ganhou de dois marcadores antes de chutar cruzado. Passou perto. Pouco depois, Souza teve uma boa chance, mas chutou em cima de Magrão.

Antes da metade da segunda etapa, os dois técnicos começaram a mexer. No Sport, saíram Érico Júnior e Aílton para as entradas de Danilo e Rithely. No Ceará, Magno Alves deu vez a Assisinho. Depois, Gabriel substituiu Sandro na zaga. Do lado rubro-negro, Sandrinho ainda entraria no lugar de Ananias na reta final.

 Aos 33 minutos, João Marcos já tinha amarelo e deu entrada forte em Rithely. Acabou expulso. Minutos depois, Danilo quase ampliou o placar para o Sport. Grande defesa de Luis Carlos. O 'gran finale' do Sport estava por vir. Aos 40 minutos, Danilo viveu seu momento de herói.

O lateral, improvisado no meio, entrou como um raio após cruzamento de Patric e marcou o segundo do Leão. 2 a 0. Com direito a cartão amarelo pela comemoração excessiva. Sem camisa. Impossível de conter. O segundo gol, afinal, foi um passo importantíssimo do Sport rumo ao tricampeonato.
 
 
 
 
 
Fonte: Globo Esporte

 

 

 

 

 


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