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Esporte


Sonho vira frustração e brasileiros não disputam o Mundial de MMA amador
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 Se por um lado o Brasil teve em Amanda Ribas um motivo de orgulho pela conquista do Mundial de MMA Amador, no último sábado, em Las Vegas (EUA), pelo peso-mosca (até 57kg), por outro, o sonho do restante da equipe de poder lutar pelo mesmo feito se transformou em frustração. A Comissão Atlética Brasileira de MMA (CABMMA) realizou no primeiro semestre uma seletiva nacional para formar a seleção brasileira masculina da modalidade, que teve sete campeões definidos em maio. Entretanto, nenhum dos atletas conseguiu regularizar suas situações a tempo de viajar para os Estados Unidos. Apenas Amanda embarcou, bancada pelo seu pai e empresário, Marcelo Ribas, conforme combinado com a entidade.

Lucas Alves (peso-mosca), Clécio da Silva (peso-galo), Lorran Esteves (peso-pena), Ueslei  Alves (peso-leve), Adenes da Conceição (peso-meio-médio), Quemuel Ottoni (peso-médio), André Luiz Ramos (peso-meio-pesado) e Flávio da Silva (peso-pesado). Estes são os nomes dos lutadores que deveriam ter disputado a competição. Apenas Flávio teve seu visto aprovado no Consulado dos EUA, mas seu passaporte não foi liberado até a data-limite para viajar.

 O peso-pesado evitou apontar culpados para o que aconteceu, mas disse ter achado a CABMMA "meio perdida" no auxílio aos lutadores.

- A culpa foi do conjunto. Nossa parte é ir lá competir e ficar aguardando. O acordo era a comissão resolver tudo. Mas, pelo que sei, até a comissão estava um pouco sem informação, meio perdida. Não tenho como apontar culpados. Logo que terminou a etapa nacional da seletiva, quando formou a seleção, teve um bate-papo com os ganhadores, e eles pediram para agilizarmos o passaporte o mais rápido possível porque a maioria não tinha. Todos correram atrás e, assim que tiramos, pelo menos no meu caso, enviei para eles, que me pediram a documentação, estavam cuidando de tudo. Quando marcou a primeira entrevista, foi negado o visto. Questionamos o motivo para saber o erro, preenchemos novamente o formulário no site e marcamos no consulado em São Paulo. Fomos para lá tentar outro visto, só que apenas o Carlão Barreto e eu conseguimos, e os outros atletas não - explicou Flávio da Silva, ao Combate.com.

 Segundo o diretor do comitê amador da CABMMA na ocasião, Carlão Barreto, a entidade fez tudo que poderia ter feito para ajudar os lutadores, mas uma série de problemas surgiu como empecilho, como o próprio fato de muitos não terem passaporte, além do Consulado americano considerar que os atletas faziam parte de um "grupo de risco", podendo se aproveitar da ida para o país para ficar de vez. O dirigente ainda declarou que poderia ter feito a convocação em academias conhecidas para evitar problemas deste tipo, mas quis fazer uma seletiva democrática para ser justo com os talentos de todos os cantos do país.

- O que estava dentro do nosso alcance foi feito. Fizemos o possível e o impossível. Os atletas sabiam que precisavam de alguns documentos, como passaporte. Alguns não tinham e isso atrapalhou muito. O prazo para tirar passaporte aumentou, nosso tempo ficou mais curto. Vários problemas pequenos que foram diminuindo nosso tempo de trabalho. A gordura que tínhamos foi consumida. Contratamos uma empresa despachante que preparou tudo de um por um, enviou, marcamos as entrevistas e, infelizmente, todos tiveram visto negado. A alegação foi que não tinham vínculos com o Brasil, os laços eram muito frágeis. Pela idade, por não terem trabalho fixo, não estarem cursando uma faculdade... Ou seja, faltou isso. Estavam no grupo de risco, segundo o Consulado americano. Não ficamos satisfeitos, pedimos ajuda para a IMMAF, eles mandaram novas cartas, tentamos viabilizar as formas, mas o Consulado tem total autonomia, então nada pôde ser feito. Eu até ia depois para o Mundial, mas não achei necessidade porque nossos atletas masculinos não iriam, fiquei incomodado, porque planejei esse projeto para ser o mais democrático possível. Minha cabeça sempre foi pensando nos atletas. Se fizéssemos a convocação em academias conhecidas isso não teria acontecido - disse.Carlão Barreto palestra CAB MMA (Foto: Adriano Albuquerque)
 
 
 
 
 
Fonte: Combate

 

 

 

 

 


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