Um jogador da seleção brasileira anda destoando dos demais no grupo que iniciou no domingo a preparação para o Mundial, que será disputado entre 30 de agosto e 14 de setembro, na Espanha: o ala-armador Leandrinho. Sem time na NBA desde o mês passado, quando chegou ao fim um contrato curto que ele fez com o Phoenix Suns, o atleta está proibido de participar de treinos com contato físico até que acerte com alguma franquia da liga norte-americana. O veto se dá porque Leandrinho, ao contrário dos outros atletas da NBA (Tiago Splitter, Nenê e Anderson Varejão), não tem um seguro para atuar com a camisa brasileira. Por conta disso, o atleta e os agentes dele correm para fechar com algum dos 30 times da mais famosa liga de basquete do mundo. Como os jogadores da NBA recebem pomposos salários, os americanos exigem que uma apólice cubra eventuais prejuízos em caso de lesão que tire os jogadores de ação por um bom período.
- Os meus agentes estão negociando com alguns times e espero que isso se resolva o quanto antes. É uma situação ruim não poder treinar com contato físico. Mas eu não tento nem pensar muito nisso para não ficar preocupado. Não sei onde vou jogar na próxima temporada, mas sei que não vou ficar nos Suns - afirmou Leandrinho.
É a segunda vez que Leandrinho fica sem time perto de uma grande competição da seleção brasileira. Há dois anos, às vésperas das Olimpíadas de Londres 2012, ele também estava sem clube, e a Confederação Brasileira de Basquete (CBB) resolveu o problema pagando R$ 250 mil por um seguro. Desta forma, o ala-armador pôde fazer parte do time que acabou em quinto lugar nos Jogos Olímpicos ingleses. O valor mencionado é muito mais alto do que se ele estivesse contratado por uma franquia da NBA. Por conta disso, a entidade aguardará até o último momento para definir se terá de desembolsar novamente uma grande quantia pelo seguro.
- O Leandro está em um processo de renovação. Nós temos conversado muito com os agentes dele e com ele. Nós achamos que essa semana deve ter alguma definição. Temos de esperar esse período de negociação para poder resolver isso – comentou André Alves, diretor de eventos da CBB.
Fã do basquete de Leandrinho, o técnico Rubén Magnano torce para que tudo se resolva rapidamente. Ele não se cansa de falar da importância do camisa 10, titular absoluto da seleção brasileira desde o Mundial de 2006.
- Tenho esperança de que o Leandrinho vai estar no Mundial. Ele é um jogador muito importante. Seria ótimo o Leandrinho já ter o seguro fechado e começar a treinar com o restante do grupo. A CBB me diz que isso vai acontecer em alguns dias. Mas, se não der certo, de ele acertar com um time, a CBB vai encontrar uma solução para que ele se prepare e vá ao Mundial. Vai dar tudo certo - disse o argentino.
Enquanto isso, Magnano comandará treinos da seleção brasileira, em dois períodos, no Esporte Clube Sírio, em São Paulo. Leandrinho praticará arremessos e fará normalmente a parte física. Mas quando a bola rolar, será um observador de luxo fora da quadra.
Fonte: Globo Esporte