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Esporte


Sem festa: no Dia do Bahia, Tricolor empata nos acréscimos com o Bode
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A noite que começou com a comemoração do aniversário de 25 anos do título brasileiro de 1988 conquistado pelo Bahia por pouco não terminou com clima de velório. Nesta quarta-feira, o Tricolor e o Vitória da Conquista empataram em 1 a 1 na Arena Fonte Nova, pela terceira rodada da segunda fase do Campeonato Baiano 2014. O resultado deixou o torcedor do Esquadrão com um sorriso amarelo, já que o Bode vencia a partida até os 46 minutos do segundo tempo.

Mais uma vez, o Bahia deixou a desejar dentro de campo. O time que teve uma semana para treinos não mostrou a evolução esperada e voltou a cometer muitos erros, principalmente no setor ofensivo. Já o Vitória da Conquista teve poucas chances, mas aproveitou a melhor delas. Tatu marcou o primeiro gol do duelo, já no segundo tempo, ao ficar cara a cara com Marcelo Lomba e tocar na saída do goleiro tricolor. Wangler, com um lindo chute, empatou nos acréscimos.

O resultado deixa o Bahia com quatro pontos, na segunda colocação do grupo 2, que é liderado pela Juazeirense. Já o Bode se mantém invicto no estadual, com cinco pontos, na 2ª posição do grupo 1, e segue firme em busca da classificação para a próxima fase.

Bahia e Vitória da Conquista terão clássicos pela frente na próxima rodada do Campeonato Baiano. No domingo, às 16h (horário de Brasília), o Tricolor enfrenta o Vitória no estádio de Pituaçu. No mesmo dia e horário, o Bode encara o Clássico do Café com o Serrano no estádio Lomanto Junior.

Bahia mais do mesmo e bronca com o árbitro

Após uma semana inteiramente dedicada aos treinos, a torcida do Bahia esperava ver em campo, nesta quarta-feira, um time diferente, que empolgasse pela primeira vez na temporada. Com tempo para trabalhar, o técnico Marquinhos Santos havia mexido na escalação: Talisca deixou o time e Zé Roberto passou a atuar como homem de referência no ataque. E logo no primeiro minuto da estreia como titular, o garoto formado nas divisões de base do Tricolor quase marcou o primeiro gol como profissional: recebeu na área, dominou e chutou cruzado. A bola tocou na trave do goleiro Alex, mas o jogo já estava paralisado por marcação de impedimento.

O início de jogo era de um Bahia que prometia corresponder às expectativas do torcedor tricolor. Maxi Biancucchi, ainda em busca do primeiro gol com a camisa tricolor, cabeceou com perigo e arrancou suspiros das arquibancadas da Arena Fonte Nova. Rhayner, de fora da área, mandou a bola muito perto da meta de Alex. O tempo, no entanto, mostrou que o Bahia ainda não era aquele que o torcedor mais empolgado acreditava. O ritmo do ataque da equipe treinada por Marquinhos Santos caiu, e a defesa passou a cometer falhas. Em uma delas, Titi e Lomba trombaram em uma bola recuada, e Rafael Granja ficou livre para marcar. O meia do Conquista tocou de cobertura e a bola caprichosamente saiu pela linha de fundo.

Tudo indicava que, mais uma vez, o Bahia deixaria o campo sob protestos da torcida. No entanto, o árbitro Manoel Nunes Lopo Garrido resolveu entrar em cena e atraiu para si a atenção. Os jogadores do Tricolor reclamaram de dois pênaltis em Zé Roberto. Em um deles, Silvio agarrou o atacante por trás e o derrubou. Insatisfeitos, os torcedores gritaram em coro 'ladrão, ladrão', enquanto o árbitro se dirigia para o vestiário no fim do primeiro tempo.

Tatu aparece e erros do Bahia também

A volta dos jogadores do Bahia para o segundo tempo reacendeu a esperança do torcedor tricolor de ver uma boa atuação. A esperança, no entanto, não durou muito. O time do técnico Marquinhos Santos não conseguia se articular, como aconteceu no início da partida, e esbarrava na defesa do Vitória da Conquista.

O Bode, assim como na primeira etapa, não tinha muitas chances. Mas, na primeira jogada criada, conseguiu balançar as redes. Em lançamento pelo alto, Tatu apareceu na cara de Marcelo Lomba, dominou com estilo e tocou na saída do goleiro tricolor para abrir o placar: 1 a 0 para os visitantes. O gol desestruturou ainda mais o Esquadrão, que passou a atacar de qualquer forma em busca do empate. Rhayner, já no fim da partida, desperdiçou grande oportunidade.

Com a vantagem no placar, o Conquista tratou de segurar o jogo. A cada momento, um jogador do Bode caía no gramado. O técnico do alviverde também aproveitou para fazer substituições e gastar o tempo. As vaias já tomavam conta da Fonte Nova quando Wangler, em belo chute, acertou o ângulo da meta defendida por Alex e empatou nos acréscimos. O 1 a 1 não foi suficiente para calar a arquibancada: vaias e gritos de 'Queremos treinador' ecoavam pela Arena Fonte Nova no fim do duelo desta quarta-feira.
 
 
 
 
Fonte: Globo Esporte

 

 

 

 

 


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