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Esporte


Ronda Rousey sobre Sara McMann: Sou mais lutadora do que ela
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 No próximo sábado, o UFC terá como luta principal de seu evento de número 170 o duelo entre duas medalhistas olímpicas. A campeã peso-galo da organização, Ronda Rousey, que foi medalha de bronze em judô nos jogos olímpicos de Pequim, em 2008, enfrenta Sarah McMann, que ficou com a prata no wrestling nos jogos de Athenas, em 2004. Enquanto muitos especialistas apontam o duelo como sendo o primeiro desafio à altura de Ronda no MMA, a americana ainda se considera mais preparada para o posto de campeã do que a canadense:

- Sarah, no papel, é uma atleta maravilhosa e você pode dizer que, na parte atlética nós somos bem parecidas e é por isso que as pessoas estão tão empolgadas com essa luta. Porém, eu acho que sou mais lutadora do que ela. - disse, durante conversa com os jornalistas nos treinos abertos do UFC 170, promovidos nesta quarta-feira no Mandalay Bay Events Center, em Las Vegas, EUA.

- Eu posso dizer que esse titulo não é tão importante para ela quanto é para mim. Sarah tem uma criança em casa e ela tem que voltar para casa para essa criança. Eu posso ser egoísta, mas ela não. Eu estou disposta a morrer lá dentro e ela não pode.

Ronda volta a pisar no octógono menos de dois meses depois de derrotar Miesha Tate, pelo UFC Weidman x Silva 2, em 28 de dezembro. O curto intervalo entre um duelo e outro, no entanto, serve de motivação para a campeã:

 - Eu acho que é mais vantajoso para mim lutar 56 dias depois da minha última luta do que é para a Sarah lutar 10 meses depois da sua última luta. Se você parar para pensar, isso nunca aconteceria no boxe.Você não veria dois caras lutando pelo título se um deles estava parado há 10 meses. Um promotor não deixaria isso acontecer, ele daria uma oportunidade para uma nova luta antes e, aí sim a oportunidade pelo título. Mas eu acho que é mais um problema o fato de ela não ter lutado há tanto tempo do que o de eu ter lutado há tão pouco tempo. Eu e o meu treinador estávamos analisando as minhas performances e eu sempre tive as minhas melhores performances quando eu lutava em um curto intervalo de tempo - disse ela em conversa com os jornalistas durante os treinos abertos promovidos pelo UFC nesta quarta-feira no Mandalay Bay Events Center, em Las Vegas.

Tranquila e esbanjando confiança, “Rowdy" fez um treino duro nesta quarta-feira, que durou  cerca de 45 minutos  e foi comandado pelo seu treinador principal Edmond Tarverdyan. A americana também estava acompanhada de perto pelas amigas Shayna Baszler e Jessamyn Duke, que fizeram parte de seu time do The Ultimate Fighter (confira o treino no vídeo ao lado).

Na conversa com os jornalistas a campeã peso-galo falou sobre carreira, inspirações, planos e revelou que tem o sonho de um dia voltar a lutar no Rio de Janeiro, local onde venceu a medalha de prata no mundial de judô, em 2007, e a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos do mesmo ano:

- Um dos meus lugares favoritos é o Rio de Janeiro, que é uma das minhas cidades da sorte. Eu lutei na HSBC Arena, consegui a minha medalha de prata no mundial de judô lá. Eu também venci os Jogos Pan-Americanos lá… Eu sempre lutei bem no Rio e eu sempre quis voltar a lutar lá. Se eu puder, eu adoraria um dia poder lutar no Brasil.

 Confira os principais destaques da conversa de Ronda com os jornalistas, divididos por tópicos:

Desejo de lutar na América Latina:

"Eu adoraria lutar na Venezuela. Eu tenho família lá e seria maravilhoso se eles pudessem me assistir ao vivo, mas isso quem decide é o UFC. Um dos meus lugares favoritos é o Rio de Janeiro, que é uma das minhas cidades da sorte. Eu lutei na HSBC Arena, consegui a minha medalha de prata no mundial de judô lá. Eu também venci os Jogos Pan-Americanos lá… Eu sempre lutei bem no Rio e eu sempre quis voltar a lutar lá. Se eu puder, eu adoraria um dia poder lutar no Brasil”

Dificuldades em aprender outra língua:

"Foi muito difícil para mim aprender inglês. Até os seis anos de idade eu não falava inglês. Mas todo mundo na minha família fala espanhol. Minha irmã é jornalista na Costa Rica e escreve muito bem em espanhol, minha mãe também. Mas eu tive tantos problemas que eles focaram só no inglês comigo. Eu adoraria falar espanhol, poder ser bilíngue, mas eu sempre tive dificuldades em falar. Eu sou feliz em conseguir conversar hoje. (risos). Eu tentei aprender, mas não absorvo muito bem. Meus treinadores falar armênio perto de mim desde sempre e eu não sei três palavras"

Sarah McMann e o desafio de enfrentar uma ex-campeã olímpica:

"Eu não quero falar muito, mas todo mundo apresenta os seus problemas específicos e ela traz coisas únicas para a mesa. As pessoas tentaram diferentes formas de aproximação contra mim em uma luta e eu sempre espero que elas tentem algo diferente.Então, vamos ver quais ideias diferentes eles vão ter. Nós não focamos nos pontos fracos do meu adversário e sim nos meus pontos fracos, fazemos tudo o que é possível para eliminá-los durante todo o camp. A ideia é ter uma resposta para as minhas fraquezas, então, independente do tipo de aproximação do meu adversário, eu terei como responder imediatamente. Nós passamos mais tempo tentando me deixar fora do alcance dos outros”.

"Sarah, no papel, é uma atleta maravilhosa e você pode dizer que, na parte atlética nós somos bem parecidas e é por isso que as pessoas estão tão empolgadas com essa luta, mas eu acho que sou mais lutadora do que ela. Eu posso dizer que esse titulo não é tão importante para ela quanto é para mim. Sarah tem uma criança em casa e ela tem que voltar para casa para essa criança. Eu posso ser egoísta, mas ela não. Eu estou disposta a morrer lá dentro e ela não pode”.

Shayna Baszler já enfrentou Sarah McMann. No que ela te ajudou nesse camp?

"Sim nós falamos com a Shayna, mas eu estava mais interessada em coisas relacionadas à personalidade da Sarah, do que com a luta em si. A Shayna nos disse as suas impressões e tal, mas eu acho que a personalidade é o que mais importa em uma luta. Então o tipo de impressões que ela me deu ajudou muito. Isso te ajuda a decifrar as tendências.

Cat Zingano como próxima adversária?

"Eu gosto da Cat, ela é uma garota maravilhosa e eu acho que ela merece lutar pelo título. Eu falei com ela antes e disse que um dia nós vamos ter a luta pelo cinturão, porque ela merece. Eu disse : "Só melhore, fique 100% porque eu quero você na melhor forma da sua vida. Eu não quero vencer se você não está 100% ainda. Eu quero que nós sejamos capazes de lutar na nossa melhor forma para não deixar dúvidas”. Então, quando ela achar que chegou a hora, eu estarei pronta esperando por ela. Mas a Sarah vem primeiro, então ainda estou aqui”.

Responsabilidade e pressão por fazer a luta principal do UFC 170:

"Eu fico preocupada com relação ao pay-per-view. É um retorno muito rápido, eu não estou dando a chance das pessoas sentirem a minha falta e vem depois de dois grandes pay-per-views, o do Super Bowl e o do fim do ano. Como eu faço a luta principal, a pressão acaba vindo para mim. E eu tive todos esses filmes, as viagens e não tive tanto tempo de lidar com a imprensa como eu tive na luta da Carmouche. Eu me preocupo com essas coisas, mas a primeira coisa que eu tenho que pensar é na luta. O pay-per-view vem depois. Eu já falei das minhas preocupações para o Dana, mas ele disse que é trabalho dele vender pay-per-view que era para eu me preocupar em vencer essa luta”.

Comparações com Floyd Mayweather na forma de gerenciar negócios:

"Ele é alguém em quem me inspiro a ser parecida nessa área de negócios. Eu tento aproveitar cada lição que eu posso, e meu treinador definitivamente tenta jogar algumas coisas de estilo no meu caminho, que ele também aprendeu com o Floyd”.

Início do MMA e inspiração e Gina Carano

"Quando eu disse que queria fazer MMA, meus treinadores de judô desaprovaram a ideia e minha mãe disse que era a coisa mais estúpida que ela já tinha ouvido. Mas eu queria provar para todo mundo que eles estavam errados. Antes das Olimpíadas eu já pensava nisso secretamente. Depois que eu vi a Gina Carano lutar, eu já pensava secretamente sobre isso e parecia tão estúpido que eu nem sequer mencionava. Se eu dissesse algo sobre isso eu sabia que ninguém ia aprovar. Eu lembro de estar em Wakefield, Massachusetts, entrando em uma loja da Home Depot, onde eu trabalhava como caixa, ouvindo música no meu fone de ouvido e pensando sobre como seria se eu fosse uma campeã de MMA. E aí eu me achei estúpida de novo”.

O Canal Combate transmite o UFC 170 ao vivo neste sábado, com exclusividade, a partir das 21h00 (horário de Brasília).Confira o card completo:

UFC 170
22 de fevereiro de 2014, em Las Vegas (EUA)
CARD PRINCIPAL
Peso-galo: Ronda Rousey x Sarah McMann
Peso-meio-pesado: Daniel Cormier x Patrick Cummins
Peso-meio-médio: Rory MacDonald x Demian Maia
Peso-meio-médio: Mike Pyle x T.J. Waldburger
Peso-meio-médio: Robert Whittaker x Stephen Thompson
CARD PRELIMINAR
Peso-galo: Alexis Davis x Jessica Eye
Peso-galo: Raphael Assunção x Pedro Munhoz
Peso-galo: Cody Gibson x Aljamain Sterling
Peso-mosca: Zach Makovsky x Josh Sampo
Peso-leve: Rafaello Oliveira x Erik Koch
Peso-leve: Ernest Chavez x Yosdenis Cedeno
 
Ronda Rousey treino aberto UFC  (Foto: Evelyn Rodrigues)
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Combate

 

 

 

 

 


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