Em um documento com cerca de trezentas páginas apresentado na sede administrativa do clube na tarde desta terça-feira (11), o Bahia colocou à disposição dos sócios uma lista de empresas e equipes de radialistas e jornalistas que tiveram qualquer tipo de ligação com dinheiro do clube.
Responsável pela equipe de esporte da Rádio Metrópole, o apresentador Edson Marinho, em entrevista ao próprio veículo, falou sobre o caso e explicou o porquê do nome de sua empresa, a Marketing Assessoria e Eventos, ter aparecido como quem recebeu 55 mil reais.
“A Marketing Assessoria e Eventos LTDA, que é minha empresa, em sociedade com Marinho Júnior, teve uma parceria com o Esporte Clube Bahia de divulgação do (programa de) sócio torcedor do Bahia e eventos do Bahia. Nessa parceria, nós lançávamos no ar spot, jingle, texto e, em permuta, eles (o Bahia) nos cediam duas passagens para os profissionais da Marketing Assessoria e Eventos LTDA viajarem para a cobertura dos jogos do Bahia. Isso sem implicar em nenhum tipo de elogio ou qualquer tipo de benefício. Era uma parceria de contrato com emissão de nota fiscal e emissão dos serviços prestados”, disse.
Ele negou ainda que, por causa desse contrato, tenha deixado “de fazer uma crítica à direção do Bahia, ao presidente Marcelo Guimarães Filho ou qualquer pessoa ligada à diretoria do Bahia”.
Em nota da Associação Bahiana de Cronistas Desportivos (ABCD), da qual é o presidente, o radialista Marcio Martins lamentou “que o Bahia preste um desserviço à imprensa esportiva baiana ao veicular uma lista com inúmeros prestadores de serviço e sem identificar quem seria ou quais seriam os supostos ‘jabazeiros’, que receberam dinheiro de forma ilegal e/ou irregular, colocando numa relação de supostos criminosos pais de família que dedicaram – e ainda dedicam – sua vida à profissão e ao esporte na Bahia”.


Fonte: Varela Notícias