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Esporte


Quem manda é Mourinho: como o português torna as coletivas especiais
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A entrevista coletiva de José Mourinho estava marcada para as 19h de Londres (16h no horário de Brasília), mas, 12 minutos antes do previsto, o treinador do Chelsea entrou na sala de conferência na sede do clube. As cadeiras reservadas para os jornalistas já estavam lotadas. Tudo pronto para o show do "Special One" antes da partida entre Chelsea e Galatasaray, pelas oitavas de final da Liga dos Campeões, nesta terça, às 16h45m (de Brasília) - o GloboEsporte.com acompanha em Tempo Real.

Famoso pela sinceridade - e, consequentemente, pelas polêmicas -, Mourinho goza de muito mais boa vontade na imprensa inglesa do que na espanhola, com quem teve diversos atritos no período em que comandou o Real Madrid - ele chegou a enviar o auxiliar técnico antes de partidas importantes. Em Londres, sua chegada é acompanhada de sussurros respeitosos.

Mourinho sabe lidar com a mídia, mas não é exatamente simpático. O semblante é sempre sério, com o olhar quase sempre fixo para baixo - em raras ocasiões, ele "varre" a sala, como se tentando identificar cada um dos homens que estão ali para ouvir o que ele tem para falar.

Se as perguntas sobre Drogba recebem respostas triviais, logo Mourinho começa seu show. Questionado se aceitaria o convite de Roberto Mancini para jantar, caso o Galatasaray vencesse, com tudo pago pelo italiano, o português foi direto.

— Não — disse, com os olhos fixos no repórter, sério, enquanto os jornalistas riam.

Mas, depois de elaborar suas críticas a Mancini, Mourinho voltou a artilharia para a própria imprensa. Ao ser perguntado sobre a expulsão de Ramires na derrota para o Aston Villa no último sábado, ele saiu em defesa do brasileiro e reclamou do jornalista.

— Você não tem algo mais importante para perguntar sobre este jogo do que um carrinho aos 47 minutos do segundo tempo? Não quero responder sua pergunta — disse, causando silêncio na sala, para logo depois completar, como se precisasse finalizar o raciocínio.

— Eu acho que este carrinho foi uma consequência do restante do jogo. Em vez de perguntar sobre o desarme, você deveria perguntar sobre o porquê do desarme.

Já com o clima pesado, Mourinho não deu chance a outro jornalista, que perguntou se ele se sentia pressionado pelos feitos de Avram Grant e Roberto Di Matteo, técnicos que levaram o Chelsea à final da Liga dos Campeões.

— Não — afirmou, desta vez sem se alongar, claramente incomodado com a comparação.

Após, mais algumas perguntas, Mourinho se levantou para deixar a sala. Ao todo, ficou 15 minutos à disposição da imprensa. Cumprimentou o tradutor turco, saiu ao lado do assessor do Chelsea e deu lugar ao zagueiro Cahill.

E, então, boa parte dos jornalistas deixou a sala.Mourinho coletiva Chelsea (Foto: AP)
 
 
 
 
 
 
Fonte: Globo Esporte

 

 

 

 

 


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