Faça sua Pesquisa Personalizada, coloque o que procura no Site dê enter ou clique em Pesquisar.
Esporte


Precisa fazer mais o quê?
Precisa-fazer-mais-o-que
A natação teve dois grandes resultados nesta quinta-feira. Ana Marcela venceu a etapa de Roberval (Canadá) da Copa do Mundo de Maratonas Aquáticas e Allan do Carmo terminou na quinta colocação. Ana, apelidada de Marcelinha, assumiu a liderança da Copa do Mundo 2014. Allan pulou para a segunda colocação. Mais do que um grande feito para o Brasil, os dois fazem história carregando o sangue baiano. Uma grande contradição para um estado que não tem sequer uma piscina olímpica com condições de abrigar treinamentos de grandes atletas ou receber competições importantes.

Se Ana Marcela é hoje líder da Copa do Mundo de Maratonas Aquáticas, deve muito ao que foi feito em sua infância. Deve muito aos treinamentos de Sérgio Silva e Antônio Menezes (Baixinho). Deve muito à antiga piscina olímpica do Parque Aquático da Fonte Nova.
 
Aquela mesma piscina que foi soterrada em 2010 para que o estádio fosse demolido e reconstruído visando a Copa do Mundo. Mas não sem antes o Governo do Estado prometer que a piscina não seria interditada antes de uma outra ser construída e entregue em Salvador.

O Parque Aquático foi interditado, soterrado, serviu como depósito de material, como estacionamento, e uma nova piscina ainda não foi construída na capital. Um projeto alternativo foi lançado para ser construído em área da Fundac (Fundação da Criança e do Adolescente), na Avenida Bonocô. As obras deveriam começar em dezembro de 2010 ou janeiro de 2011. Até agora, julho de 2014, a piscina não foi concluída.

RELEMBRE: Nada sincronizado: sem apoio e piscinas, esportes aquáticos baianos agonizam

Ana Marcela precisou deixar a Bahia para continuar sua evolução. Hoje é um dos principais nomes da maratona aquática brasileira ao lado de Poliana Okimoto. O estado perdeu uma referência na natação feminina. Sem referência e sem estrutura, é difícil manter a sequência com novas revelações.

Allan do Carmo pode ser considerado um herói. Recebeu propostas, mas preferiu continuar em Salvador. Treina na Aceb com Rogério Arapiraca. Antes, passou pelo Costa Verde com Henrique Borges (Kiko) e Sued Awad. É o principal nadador brasileiro nas maratonas aquáticas. Preferiu continuar na Bahia. Mas não tem o que merecia ter.

Os talentos existem. Tanto dentro quanto fora das piscinas. O que falta é a estrutura necessária para que sejam lapidados. A Bahia não tem condições de fazer seus atletas competirem em piscina olímpica rotineiramente. Diante de tantos resultados positivos, a única pergunta que fica é:

Precisa fazer mais o quê?

Allan do Carmo, maratona aquática
 
 
 
 
 
Fonte: Globo Esporte

 

 

 

 

 


Mais esportes
03-07-2014 - Chad Mendes provoca e afirma que lesões de José Aldo são estranhas
03-07-2014 - Simpatia, jogo de cintura e fluência no inglês: o Lyoto Machida do UFC 175
03-07-2014 - Lyoto é mais completo do que o Anderson Silva, afirma Weidman
03-07-2014 - Uriah Hall supera período de críticas e garante estar com fome de vitórias
03-07-2014 - Klinsmann mira EUA no top 10 e diz: “Brasil vai se orgulhar da Copa”
03-07-2014 - Do Nordeste ao Sul, dupla carismática faz Alemanha conquistar os brasileiros
03-07-2014 - Sem dancinhas nesta Copa, Brasil vai encarar uma Colômbia cheia de ginga
03-07-2014 - Ímã de gols, Fonte Nova reencontra a Holanda, melhor ataque da Copa
03-07-2014 - Anjo Di María completa santíssima trindade argentina e emociona o pai
03-07-2014 - Em cima do muro: Alemanha é forte, mas não superior, diz Deschamps