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Esporte


Papel de técnicos em confronto entre brasileiros causa polêmica na seleção
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A novidade tinha tudo para aproximar atletas e Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). Neste ano, os dirigentes que comandam o vôlei de praia cederam e aceitaram a inclusão dos técnicos pessoais dos jogadores no corpo de trabalho no Centro de Treinamento de Saquarema. Mas uma discussão sobre o papel dos treinadores durante os possíveis confrontos entre compatriotas no Circuito Mundial tem causado discordâncias entre os atletas e comissões técnicas.
 
A CBV abriu o CT para que os treinadores que lidam com as duplas no dia a dia e as comandam no Circuito Brasileiro pudessem agregar valor à preparação. O comando das atividades e do planejamento, no entanto, segue centralizado por Letícia Pessoa, técnica da seleção masculina, e Marcos Miranda, mais conhecido como Marcão, da feminina.
 
Com a proximidade do início do Circuito Mundial, a CBV expôs a possibilidade de que os treinadores pessoais também viajassem para a competição internacional. Os custos operacionais relativos a estes profissionais, porém, ficariam a cargo dos atletas e seus patrocinadores particulares. Das oito duplas convocadas para a temporada, uma de cada naipe decidiu abrir mão deste recurso: Juliana/Maria Elisa e Ricardo/Álvaro Filho.
 
A opção, no entanto, não significa que os atletas ficarão desassistidos. Eles terão um cuidado mais próximo de Marcão e Letícia, inclusive nos confrontos entre compatriotas. É justamente neste ponto que começa a discussão. Alguns atletas que vão levar seus técnicos pessoais argumentam que este formato não é justo, visto que os técnicos da seleção treinam todos os times e conhecem bem os pontos fortes e fracos de cada jogador, enquanto os técnicos pessoais só acompanham os treinamentos de suas respectivas duplas.
 
Apesar de preferirem não se identificar, alguns treinadores dizem que a participação nos treinamentos em Saquarema é extremamente limitada. Um deles afirma ter dado pessoalmente apenas dois treinos para seus atletas no período de duas semanas - enquanto as atividades sob o comando de Letícia e Marcão são, no mínimo, diárias. Vale lembrar que no Circuito Mundial os treinadores não ficam no banco de reservas, mas sim nas arquibancadas, junto com os demais torcedores.
 
Superintendente de Vôlei de Praia da CBV, Radamés Lattari afirma que a seleção deu a todos os atletas as mesmas oportunidades e opções. O dirigente garante ainda que todas as equipes terão acesso ao arquivo estatístico e de vídeos que a comissão técnica possui, caso solicitado.
 
- Qualquer que seja o esquema que você faça vai ter sempre gente querendo remar contra. O que eu posso te garantir é que hoje, por esse critério, seria injusto a dupla que está servindo à seleção brasileira ficar sem o serviço do treinador da seleção e ficar como se fosse uma dupla abandonada lá fora. Nós estamos fazendo um favor para as outras duplas. Jamais vamos  abandonar as outras duplas, e hoje o mesmo treinamento que o Marcão está fazendo lá em Saquarema está sendo acompanhado não só pelo Rico (técnico de Ágatha e Bárbara Seixas) como pelo Pompilho, que o é o treinador da Talita e da Taiana, assim como o Renato (França), que é o treinador da Maria Clara e da Carol (e também de Pedro Solberg e Emanuel). Então os quatro treinadores (Nota: na verdade são cinco, contanto Ed e Leandro Brachola no masculino) estão lá assistindo ao treinamento das duplas adversárias e conhecem tanto ou mais até que a nossa comissão técnica às vezes, porque já se enfrentaram pelo menos 10 vezes esse ano no Circuito Brasileiro, no Super Praia e outras competições. O nosso critério é o mais justo possível.
 
Neste fim de semana, as seleções de praia viajam para a China. A partir do dia 22 de abril, os jogadores farão a primeira experiência com os treinadores no Open de Fuzhou. Na semana seguinte, o desafio será o Grand Slam de Xangai. De lá o grupo viaja para o México, onde compete no Open de Puerto Vallarta, e só depois retorna ao Brasil.
 
 
 
 
Fonte: Sport Tv

 

 

 

 

 


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