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Esporte


Padre coleciona itens do Palmeiras e edifica altar em homenagem ao time
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Um padre, dois altares. Um utilizado para a celebração das missas, outro com a função de demonstrar a sua paixão pelo Palmeiras. Os dois recantos são os locais mais frequentados por José Alves de Siqueira Neto, ou apenas o Padre Zé. Atualmente, ele administra uma paróquia em Piquerobi, cidade com 3.537 habitantes, localizada a 610km de São Paulo. O sacerdote possui em sua casa um "cantinho verde". Uma prateleira reúne cerca de 50 itens e dá as boas-vindas a quem entra em sua residência.
 
O recanto verde é tão querido pelo padre que tem até nome: "altar do Palmeiras". Colocada estrategicamente na entrada da casa, a prateleira é recheada pelos seguintes itens alviverdes: 13 toalhas, 15 copos e canecas, seis símbolos, pôster, almofada, cuia de tereré e outros objetos. Além disso, ele guarda com carinho três camisas do time e uma touca.
 
- Por onde eu passo, já aviso logo que sou palmeirense. Com isso, os fiéis sempre me presenteiam com objetos do time. Nada do que tem na estante eu comprei, ganhei tudo. É um cantinho que eu cuido com carinho. Nem uso, se não gasta. As toalhas ficam aqui, não são usadas para tomar banho. Tenho outras pra isso - conta o Padre Zé.
 
Questionado sobre qual dos objetos é o mais especial, o sacerdote cita um barco personalizado com as cores e símbolos do Verdão.
 
- Ganhei da minha irmã, foi feito à mão. É muito bonito.
 
Além de demonstrar o seu amor pelo clube, o padre lembra que o altar do Palmeiras já foi utilizado como recordação aos visitantes de sua residência. Sempre que alguém ia na casa dele, uma foto era tirada em frente ao recanto e postada em uma rede social.
 
Ele mudou recentemente de paróquia, antes administrava a comunidade de Mirante do Paranapanema, cidade também da região de Presidente Prudente. E a primeira coisa que fez ao chegar na casa nova foi preparar um canto para os seus itens.
 
ORIGEM ALVIVERDE
 
Atualmente com 45 anos, Padre Zé se recorda que virou palmeirense quando tinha entre nove e dez anos. Antes do verde e branco, ele torcia pelas cores vermelha, preta e branca.
 
- Eu nasci em São Paulo, então quando era novinho associava o nome do time com o da cidade. Mas, lá pelos dez anos, eu estava assistindo a um jogo do Palmeiras com meu irmão. Aí ele falou que estava torcendo pro Palmeiras. Gostei do time e passei a admirá-lo. Se eu virei palmeirense é porque o time estava jogando bem, né. Criança torce para quem ganha.
 
O amor pelo Verdão é mais antigo que a decisão pelo sacerdócio.
 
- Com 22 anos fui para o seminário. Quando contei para minha mãe, ela disse que já sabia dessa vocação que eu tinha. Ela me disse que ao chegar da missa, quando era criança, eu pegava um lençol, subia em um caixote e imitava um padre. Ai ela foi pedindo pra Deus para eu ser padre. Depois que ela me contou essa história eu me recordei que fazia isso mesmo. 
 
Em algumas ocasiões, as duas escolhas de sua vida se encontraram.
 
- Em 1993, na época do Zinho e Evair, eu estava assistindo ao jogo em que o Palmeiras foi campeão do Paulista, contra o Corinthians. Eu era seminarista e ia participar da missa. O jogo acabou muito perto do horário da celebração. Assisti até o fim. Na hora que o juiz apitou o fim, já fui correndo pra igreja, numa mistura de alegria e pressa.Mosaico Padre Altar Palmeiras (Foto: João Paulo de Tilio)
 
 
 
 
 
 
Fonte: Globo Esporte

 

 

 

 

 


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