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Novatos festejam estreia e prometem empenho: Todo mundo quer ganhar
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Com exceção de Olivinha, Valtinho e Alex, os demais jogadores do time Brasil participaram nesta quinta-feira do primeiro treino para o Jogo das Estrelas, no próximo sábado, às 10h, no Ginásio Paulo Sarasate, com transmissão ao vivo da TV Globo. Comandados pelos técnicos José Neto, do Flamengo, e Demétrius Ferraciú, do Limeira, os atletas fizeram uma rápida movimentação tática e um bate bola leve de aproximadamente duas horas. Entre os "veteranos" no confronto como Nezinho, Marcelinho, Guilherme Giovannoni e Murilo, os três estreantes brasileiros deixaram o clima de descontração de lado por alguns minutos, falaram sobre a importância de fazer parte da maior festa do NBB pela primeira vez e prometerem se empenhar ao máximo para derrotar os "gringos".  
 
 
- Claro que o mais importante é a festa, mas como o confronto é contra os gringos o jogo sempre fica mais pegado. A intenção é entreter o público com dribles, enterradas e jogadas de efeito, mas no final a coisa fica séria e todo mundo quer ganhar. O jogo do ano passado foi decidido nos últimos segundos e com certeza eles vão querer dar o troco esse ano (risos) - lembrou Ricardo Fischer, um dos três estreantes do time Brasil, que lidera o confronto por 2 a 1 desde que o formato da partida mudou para brasileiros contra estrangeiros em 2011.
 
 
Além do armador do Bauru, de 22 anos, Paulão Prestes, pivô de 26 anos de Franca, e Léo Meindl, ala francano de apenas 20, não serão os únicos estreantes da festa. Neste sábado, eles terão a companhia dos estrangeiros Nicolas Laprovittola e Jerome Meyinsse, do Flamengo, DeVon Hardin, do Basquete Cearense, Gorree, de Brasília, e Pablo Espinoza, de Macaé.
 
Caçula do trio de estreantes, o ala Léo Meindl fez parte da preparação da seleção brasileira para a Copa América de basquete e é o terceiro mais pontuador e segunda principal reboteiro de Franca na atual temporada, com médias de 12,6 pontos e 4,6 rebotes por partida. 
 
 
Admirador do rubro-negro Marcelinho e de Alex, do Brasília, o jogador aposta nas suas próprias características para seguir a carreira vitoriosa de seus ídolos e seguir sonhando em fazer parte da seleção que disputará o Mundial da Espanha, entre agosto e setembro.
 
 
- É muito importante ser escolhido para atuar com os jogadores mais experientes do país.  A gente sempre aprendi alguma coisa e recebe dicas de ídolos como Marcelinho e Alex, caras que eu cresci vendo jogar e que têm carreiras vitoriosas. Apesar de admirá-los, acho que tenho características próprias. Não tento a mesma força física do Alex nem me considero tão decisivo como o Marcelinho. Acho que não tenho só um ponto forte, procuro dividir todos os fundamentos. Gosto do meu arremesso de três pontos. Todo jogador sonha em disputar um Mundial, e eu não sou diferente. Mas prefiro focar primeiro no meu trabalho em Franca para deixar pensar em ser convocado e quem sabe disputar o Mundial - explicou Léo.  
 
 
O discurso de Ricardo Fischer é praticamente o mesmo, a única diferença são as referências. Nos lugares de Alex e Marcelinho, o armador do Bauru aponta os experientes Nezinho e Valtinho como espelhos na sua curta trajetória. 
 
 
- É sempre muito bom estar entre os melhores da Liga e é um orgulho fazer parte dessa elite pela primeira vez. Acho que é uma coroação pelo trabalho que estamos fazendo no nosso clube. Eu cresci vendo o Nezinho e o Valtinho jogando e tento aprender um pouquinho com eles, armadores experientes, sempre que tenho oportunidade - afirmou o jogador de 22 anos, nono jogador mais eficiente nas estatísticas de assistências do NBB, com 4,95 passes decisivos por partida.
Mais rodado entre os debutantes, Paulão faz coro às palavras dos colegas e considera o Jogos das Estrelas revigorante na sequência da temporada. 
 
 
- Estou muito feliz em poder fazer parte do Jogo das Estrelas pela primeira vez. É gratificante estar entre os principais jogadores do país. Particularmente, isso me dá um novo ânimo e uma motivação extra para o restante do NBB. Acho que o basquete brasileiro ainda tem muito o que crescer, mas já podemos ver essa evolução nos últimos anos - disse o pivô, que abocanhou R$ 100 numa brincadeira de arremessos do meio da quadra entre os jogadores do time Brasil. 
 
Fã de carteirinha da NBA como qualquer amante da modalidade, Léo Meindl sempre acompanhou o All-Star Game e admite que nunca sonhou em fazer parte de um jogo que reunisse os principais atletas do país.
 
- Nunca pensei nisso porque sinceramente jamais imaginei que algum dia fosse acontecer uma partida como o All-Star no Brasil. Por isso, fazer parte desse jogo é um privilégio para qualquer jogador que um dia sonhou em se tornar profissional.    
 
 
José Neto comanda atividade com o NBB Brasil no ginásio Paulo Sarasate (Foto: Caio Casagrande)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Globo Esporte

 

 

 

 

 


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