Lar doce lar. É com este pensamento que os jogadores do Mogi das Cruzes estão após a cansativa maratona de viagens para a disputa de cinco partidas fora de casa em 14 dias pelo NBB. A última vez que os mogianos atuaram no ginásio Hugo Ramos foi no dia 7 de janeiro, quando foram superados pelo então líder Limeira. Nesta quinta-feira, às 20h, os comandados do técnico espanhol Paco García voltam a jogar diante de sua torcida. O adversário será o Goiânia, que ainda busca a primeira vitória no ano.
- Nossa equipe tem apresentado um rendimento melhor fora de casa. A expectativa é buscar uma vitória. Sabemos que o Mogi tem uma defesa e uma constância de ritmo fortes, mas vamos buscar mais uma superação fora - comentou o técnico dos goianos Márcio Andrade, que teve a opinião compartilhada por García.
- Eles são um time perigoso, que já mostrou que pode ganhar em quadras adversárias. Tem em seus cinco principais jogadores muita experiência e um excelente quadro de arremesso exterior - falou o comandante mogiano.
Em baixa na competição, o Goiânia não sabe o que é vencer há oito partidas. A última vitória foi ainda em 2013, no dia 19 de dezembro, contra a Liga Sorocabana. Ao todo são cinco vitórias e 13 derrotas em 18 partidas. O time do Centro-Oeste do país é o vice-lanterna do NBB.
Enquanto isso, fazendo uma campanha de altos e baixos, o Mogi soma oito triunfos nos mesmos 18 confrontos e está na metade da tabela, na décima colocação. No embate do primeiro turno, em Goiânia, os mogianos foram melhores e superaram o adversário por 78 a 64.
Para quebrar a sequência negativa e devolver a derrota ao rival, Andrade já estudou quais os principais perigos que sua equipe deve encontrar para tentar brecar o Mogi logo mais. Além da forte defesa e da intensidade mogiana, o técnico do Goiânia também cita dois jogadores que podem trazer problemas para seus comandados.
- O Mogi conta com o Marcus, que sempre busca o jogo lá embaixo, e com um armador norte-americano diferenciado, o Jason Smith. Além disso, é um time que trabalha bem a bola e é muito disciplinado - disse o treinador, que não deve contar o ala uruguaio Emilio Taboada (maior pontuador da equipe ), em recuperação de um estiramento na panturrilha esquerda.
Com todos os jogadores à disposição após um longo período com sequências de lesões, Paco García não quer saber do conhecido favoritismo de mandante e nem da posição do adversário na tabela. Exigente, o espanhol sabe que só há um caminho para o sucesso.
- Sempre desenhamos uma partida, mas geralmente ela segue um rumo diferente. Por isso temos que colocar intensidade em tudo, tanto no jogo interior como no exterior. Só podemos ser melhores e vencer se jogarmos intensamente - explicou.
Fonte: Globo Esporte