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Esporte


Mercedes: Hamilton e Nico liberados para brigar da largada à bandeirada
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Pouco antes do safety car deixar a pista nas voltas finais do emocionante GP do Bahrein do último domingo, o diretor técnico da Mercedes, Paddy Lowe entrou nos rádios do líder Lewis Hamilton e de Nico Rosberg, segundo na prova, e disse a seguinte frase: “Aqui é Paddy. Restam dez voltas. Podemos ter certeza que vocês trarão os carros para casa?”. Lewis ficou e silêncio, enquanto Nico respondeu apenas um “OK”. Não se tratava de ordens de equipe, apenas de um pedido para tomarem cuidado na briga pela vitória. E o que se viu a partir daí foi Hamilton e Rosberg em uma disputa roda a roda, mas leal, até a bandeirada final (relembre no vídeo). Um duelo eletrizante, que deixou os fãs da Fórmula 1, outrora entediados com a soberania de Sebastian Vettel (RBR), em êxtase. Lowe comemorou a repercussão positiva da atitude da Mercedes em permitir que seus pilotos briguem na pista ao longo de toda a prova.

 - Ordem de equipe, colocando restrições artificiais, é uma coisa terrível para o espetáculo. Por isso, acreditamos que devemos deixar os caras correrem, particularmente em uma situação em que temos um carro muito dominante, como está claro agora.
 
 
Historicamente, ordens de equipe causam antipatia no público. Episódios como GP da Áustria de 2002, quando Rubens Barrichello deixou Michael Schumacher vencer, e o GP da Alemanha de 2010, quando Felipe Massa abriu caminho para Fernando Alonso, foram motivos de muitas críticas. Por outro lado, o mesmo Massa ganhou pontos com os fãs da F-1 no GP da Malásia deste ano ao se negar a obedecer o pedido da Williams de deixar Valtteri Bottas passar.

- Quando você começa a impor ordens de equipe, as pessoas ficam tristes. Você simplesmente acaba com todos perdendo. Nós nos propusemos a deixar nossos pilotos disputarem da largada até a bandeirada e foi isso que fizemos – continuou Paddy Lowe.
 
Paddy Lowe, diretor técnico da Mercedes (Foto: Getty Images)
 
 
 
 
 
Fonte: Globo Esporte

 

 

 

 

 


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