No começo do ano, a expectativa de algumas empresas era de que o mercado brasileiro fecharia 2014 com crescimento nulo. No entanto, as previsões começaram a apontar para um resultado negativo e após o fechamento de junho, a Fenabrave já estima queda de 8% para este ano.
A previsão engloba carros, comerciais leves, ônibus e caminhões. No geral, o primeiro semestre fechou com queda de 7,5%, resultando em 1,66 milhão emplacados. A entidade chegou a projetar queda de 3,2% no começo do ano como resultado alternativo, mas agora a coisa piorou.
A redução nas vendas deverá ser puxada pelos caminhões, com queda de 15%. Os ônibus cairão 10% e os automóveis 10,5%. Já os comerciais leves devem fechar com alta de 1,5%. Entre os fatores que influenciam negativamente o mercado em 2014, está a restrição ao crédito, já que os bancos estão aprovando apenas 40% das fichas.
Outro ponto é a dificuldade das instituições financeiras em recuperar os veículos de clientes inadimplentes. De cada 100 em atraso, apenas 15 voltam para os bancos. A falha na legislação é a principal causa para o problema, que faz os bancos serem ainda mais restritivos.
A ideia dos revendedores de veículos é que o governo reduza a burocracia para a retomada do bem, além de beneficiar o bom pagador. Isso faria com que os bancos voltassem a financiar mais veículos. Só essa mudança, segundo a Fenabrave, acarretaria no aumento de 25% das vendas financiadas mensalmente.
Dos atuais 134 mil, mais 34 mil seriam adicionados. Para a entidade, isso representaria mais do que a redução do IPI. A prorrogação do imposto menor deverá evitar o pior no mercado, mas ainda assim a queda será inevitável por conta do crédito não liberado na hora da compra.
Fonte: Noticias Automotivas