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Esporte


Maracanã é bem avaliado, mas sofre com falta de comida e discussões
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O Maracanã recebeu um mar azul de argentinos e uma multidão de brasileiros apegados à Bósnia desde criancinhas. E, na análise geral do GloboEsporte.com, o grande palco esteve bem preparado para a missão no duelo deste domingo, pelo Grupo F da Copa do Mundo. A Argentina venceu a Bósnia por 2 a 1, e os quase 75 mil torcedores saíram do estádio com poucas reclamações. A comida ter acabado ainda no intervalo foi o principal ponto negativo, seguido pelas longas filas nos bares. Mas banheiros limpos e bom atendimento dos voluntários foram elogiados pelos torcedores. Outro ponto que chamou a atenção foi a rivalidade entre "hermanos" e brasileiros: enquanto os donos da casa se divertiam torcendo pelos europeus, alguns grupos de argentinos se irritaram com as provocações e houve relatos de discussões nas arquibancadas.
 
- Troquei de lugar com uma garotinha, de aproximadamente 12 anos, que estava aos prantos com a camisa do Brasil, ao lado do pai e da mãe, assustada com os xingamentos. Ainda xingaram minha esposa... Quase briguei no estádio, o segurança veio. Uma coisa insuportável, inacreditável - disse o torcedor Rafael Santos, após a partida.
 
A chegada dos torcedores ocorreu de forma tranquila durante quase todo o período antes do jogo. A tropa de choque fez a segurança no entorno. Bombeiros também monitoravam o perímetro. Torcedores começaram a chegar em maior número a partir de 14h. Para quem deixou para ir ao estádio pouco antes da partida, o acesso ao Maracanã ficou mais difícil por causa de uma manifestação, que gerou tumulto e vandalismo na Avenida 28 de Setembro, em Vila Isabel, perto do entorno. O efeito do spray de pimenta usado para conter os manifestantes chegou a ser sentido em uma das rampas de acesso ao Maracanã. Muitos torcedores reclamaram de ardência nos olhos e na garganta.
 
Longas filas se formaram pouco antes da abertura dos portões, às 16h. Mas a entrada no estádio foi feita sem grandes problemas. Todos os torcedores encontraram banheiros limpos, sempre com funcionários, mas as mulheres enfrentaram filas grandes. Algumas perderam momentos do jogo por causa da demora, que chegou a ser de 20 minutos em alguns pontos. Os homens não tiveram problemas com filas, mas alguns preferiram usar o banheiro de deficientes e foram advertidos por voluntários.
 
As filas dos bares também dominaram os corredores antes da partida e no intervalo. Muitas pessoas precisaram ter paciência para comprar bebidas e lanches. Antes do jogo, a espera até o caixa era de dez minutos em média. No fim do primeiro tempo, cresceu para 20 minutos. Os lanches acabaram antes do início do segundo tempo, restando apenas aos torcedores as opções de bebidas e chocolates.
 
Os voluntários foram um ponto positivo importante. Muito atenciosos com os torcedores, indicavam entradas e lugares corretos para os assentos. Alguns escorregavam no inglês, mas ainda assim conseguiam se comunicar com os turistas estrangeiros. As boas-vindas eram anunciadas em inglês, espanhol e português por um voluntário em uma das entradas do estádio. Com um megafone, ele convidava os torcedores para o jogo, sempre lembrando que o Maracanã será o local da grande final da Copa. Um voluntário que estava posicionado na rampa da Uerj, na saída do metrô, arrancou gargalhadas dos torcedores ao brincar com os bósnios. "Você é da Bósnia? É o décimo que aparece aqui. E você também é? Então é o décimo primeiro. Vocês são poucos, isso aqui está tomado de argentinos. Quem é argentino aí?", gritava ele, já um pouco sem voz às 16h, mas bastante empolgado. E recebia resposta dos hermanos, em grande número.Policiamento Maracanã Argentina x Bósnia (Foto: Felippe Costa)
 
 
 
 
 
Fonte: Globo Esporte

 

 

 

 

 


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