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Esporte


Magnano vê oitavas como jogo-chave para pretensões do Brasil no Mundial
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Desde 2010 à frente da seleção brasileira, o argentino Rubén Magnano irá para o seu segundo Campeonato Mundial no comando da equipe, e  acredita que o jogo-chave da competição, que acontecerá na Espanha, será o mesmo que o tirou da disputa na Turquia: as oitavas de final. Em entrevista ao “SporTV News”, Magnano projetou o Mundial e ainda avaliou a geração futura do basquetebol brasileiro que, segundo ele, padece do mesmo problema que teve à frente da Seleção: comprometimento.
 
O Brasil estreia no Mundial no próximo dia 30, contra a França, pelo Grupo A, com sede na cidade de Granada. São quatro chaves, e os quatro primeiros de cada uma, que tem um total de seis equipes, seguem para as oitavas de final. E é justamente nesta segunda fase que está o jogo decisivo para Magnano, que em 2010 viu do banco de reservas brasileiro a Argentina eliminar o Brasil nesta mesma fase.
 
- Cada jogo é importante. Se você consegue passar entre os quatro, as oitavas de final representam um jogo que te permite pular para cima realmente. Ganhando esse jogo, você está a uma partida de estar entre as quatro melhores do mundo. Espero chegar a esse jogo para ver em que nível estamos. Temos um caminho duro pela frente, eu falo sempre: não é impossível - afirmou.
 
Para o técnico argentino, que ficou 12 anos à frente da seleção de seu país, apesar de uma nova geração com qualidades, ainda há dificuldade em contar com todos os atletas. Magnano ainda tenta entender o que ocorre.
 
- Temos alguns jogadores muito interessantes, mas precisamos também de comprometimento ainda com os jovens, curiosamente. Porque muitos jovens já foram convocados muitas vezes e não conseguimos tê-los conosco para trabalhar. Mas se eles não atendem às convocações, como você faz? Com a experiência de 12 anos na seleção argentina, nunca encontrei tanta resistência para vir a jogar pela seleção. Acho que é caso de entender se há um problema cultural, não sei. Ou ainda de trabalho, de trabalhar o comprometimento que também acho que é interessante.
 
Numa avaliação do próprio trabalho com a equipe do Brasil, Rubén Magnano acredita que a volta da seleção aos Jogos Olímpicos, que aconteceu em Londres, em 2012, depois de 12 anos de ausência, foi o principal ganho.
 
- Se é por número, acho que recuperamos algo que a gente precisava: voltar a participar dos Jogos Olímpicos depois de 16 anos. Ir a uma Olimpíada e ficar na quinta posição, acho que foi bom. Ou seja, ganhou uma credibilidade, mais que um número - concluiu.
 
Após vencer no Rio de Janeiro no último domingo o Super Desafio de Basquete, com vitórias sobre Angola e Argentina, a seleção viaja para Buenos Aires, onde nos dias 9 e 11 de agosto fará um torneio contra Argentina e México. No dia 16, o Brasil enfrenta os Estados Unidos em amistoso em Chicago. Depois, a equipe viaja para a Europa, onde de 21 a 23 de agosto jogará o Torneio Internacional da Eslovênia, contra os donos da casa e mais Lituânia e Irã, em preparação para a estreia no dia 30, no Mundial, contra a França.
 
 
 
 
Fonte: Sport Tv

 

 

 

 

 


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