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Esporte


Lepo-Lepo tricolor: Bahia faz 2 a 0 no primeiro tempo e derrota o Vitória
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O carnaval em Salvador acabou na Quarta-feira de Cinzas, mas não para a torcida do Bahia. Neste domingo, na Fonte Nova, os tricolores fizeram um folia digna de Momo em campo e fora dele. Quase 30 mil torcedores cantaram o sucesso "Lepo-Lepo" para embalar a vitória por 2 a 0 diante do rival Vitória. Os gols foram marcados por Rhayner e Lincoln, ainda no primeiro tempo. Com falhas defensivas e uma pontaria equivocada, o Vitória saiu de campo com a sua primeira derrota no Campeonato Baiano.

O Bahia fez um primeiro tempo quase irretocável e antes dos 25 minutos já vencia por 2 a 0. Foi o Bahia de Marquinhos Santos, do ex-rubro-negro Uelliton, que vibrava a cada desarme. O Bahia do seguro Demerson, do inspirado Talisca, mas acima de tudo o Bahia da torcida, que cantou desde antes do apito inicial e devolveu a Fonte Nova ao circuito tricolor do carnaval baiano. Um Bahia que contrastou com um Vitória apático, representado na atuação fraca do estreante Hugo.

O Bahia, que já havia garantido a liderança do Grupo 3 por antecipação, chegou a 17 pontos na última rodada da segunda fase e vai às semifinais com chances de ultrapassar o Vitória (que tem 19) - e, assim, jogaria com vantagem em caso de Ba-Vi na decisão. 

As semifinais do Baianão começam nesta quarta-feira. O Bahia vai até Teixeira de Freiras enfrentar o Serrano. O Vitória enfrenta o Vitória da Conquista, na cidade de mesmo nome. Nesta segunda-feira, a Federação Bahiana de Futebol deve confirmar o horário das partidas.

lincon bahia x vitoria ba-vi (Foto: Romildo Jesus/Futura Press/Agência Estado)Lincoln recebe abraço dos companheiros após fazer 2 a 0 na Fonte Nova (Foto: Romildo Jesus/Futura Press/Ag. Estado)

 

Bahia frio, calculista e mortal

As duas equipes entraram em campo na luta contra o racismo, vestindo uma camisa amarela com a mensagem citando todas as cores dos dois clubes e a inscrição #somostodasascores. Iguais na boa intenção, os times começaram a partida bem diferentes. Marquinhos Santos preferiu reforçar o meio-campo e sacar o centroavante do Bahia para atuar com o meia Talisca mais adiantado. E Ney Franco decidiu se lançar ao ataque e escalou três atacantes: Dinei, Marquinhos e Alan Pinheiro. O Bahia se mostrou mais ofensivo e marcou logo aos 11 minutos com Rhayner, após uma confusão na área, para festa da torcida tricolor, maioria no estádio.

O Vitória acusou o golpe e, quando tentava reagir, sofreu um novo revés. Pittoni deu um ótimo passe para Diego Macedo, que foi à linha de fundo e cruzou para Lincoln encher o pé: 2 a 0, aos 24 minutos. O Bahia mostrava em campo uma postura convincente e vibrante. Atrás no placar, o Vitória passou a buscar opções de chegar ao gol e as encontrou no lado esquerdo de ataque, aproveitando a velocidade de Marquinhos e Alan Pinheiro. O último foi responsável pela melhor oportunidade do time na etapa inicial, em chute que passou perto do gol de Lomba. Já o Bahia se segurava com uma boa postura defensiva, com destaque para o zagueiro Demerson, que teve uma falha, mas se recuperou e mostrou segurança. 

Pouco futebol e show das torcidas

O Bahia voltou com o mesmo espírito da etapa inicial, mas sem o mesmo calibre. Após um erro de Marcelo na saída de bola do Vitória, Rhayner puxou o contragolpe e deixou Talisca na cara do gol. Ele ganhou na marcação de Rodrigo Defendi, mas parou numa grande defesa de Wilson. Com o placar em vantagem, o Bahia diminuiu o ritmo enquanto assistia ao Vitória bater cabeça. O estreante Hugo não parecia em sintonia com os companheiros. 

Sem José Welison, que saiu machucado ainda no primeiro tempo, Ney Franco tratou de mexer no time para tentar uma reação. Sacou Marcelo, que havia substituído Welison, e colocou Nino. Com a troca, Ayrton foi deslocado para o meio. A partida seguia em ritmo morno, quando as torcidas decidiram fazer da Fonte Nova uma casa de espetáculo. Maioria entre os 28.748 presentes no estádio, já que eram mandantes, os tricolores cantaram o hino do clube e provocaram o rival com a música "Lepo-Lepo". Os rubro-negros não ficaram para trás e também cantaram em apoio a seu time, que não respondeu em campo. 


 

 

 

 

 


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