De campeã a eliminada na primeira fase. O fracasso na Copa do Mundo da África do Sul acarretou em uma grande mudança na seleção italiana. A renovação começou pela chegada do técnico Cesare Prandelli em substituição a Marcello Lippi. Nas mãos dele, a Azzurra se transformou. Do elenco que decepcionou em 2010 em um grupo relativamente fácil, só sobraram seis jogadores em 2014.
Quase todos os sobreviventes são titulares: o goleiro Buffon, o zagueiro Chiellini, os volantes Pirlo e De Rossi e o meia Marchisio. Somente o zagueiro Bonucci não deve estar na equipe que iniciará o Mundial contra a Inglaterra, sábado, às 19h (de Brasília), na Arena da Amazônia, em Manaus.
Prandelli foi praticamente obrigado a trocar quase tudo. Campeão em 2006, Marcello Lippi manteve na África do Sul a grande parte do time que levantou a taça na Alemanha. O desempenho foi pífio. O time empatou dois jogos (Paraguai e Nova Zelândia) e perdeu um (Eslováquia), caindo na primeira fase e ficando em último no grupo.
Com a troca de comando, a Itália passou a se preparar para a Copa no Brasil dando prioridade a atletas mais jovens e ainda em desenvolvimento. Ganharam espaço jogadores menos badalados e com possibilidade de crescimento, como o lateral-esquerdo De Sciglio (21 anos), o meia Verratti (21) e os atacantes Insigne (23) e Immobile (24).
- Há uma ideia de futuro. Temos jogadores muito jovens. Estamos garantidos por mais três Mundiais – afirmou Prandelli.
O treinador, aliás, resistiu à pressão e deixou alguns veteranos fora da viagem para o Brasil. Os centroavantes Luca Toni e Gilardino, além do meia Totti, chegaram a ser cotados nos últimos meses, mas ficaram abaixo dos novatos e dificilmente terão novas oportunidades.
A renovação vai continuar depois da Copa. Pirlo, de 35 anos, já anunciou que não atuará mais pela Azzurra após o Mundial. Buffon, de 36, garante que não pensa em parar, mas já prepara o terreno para o crescimento Perin, de 21, atual terceiro goleiro italiano na competição.
Fonte: Globo Esporte