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Esporte


Grande nome da vitória do Brasil, Lipe comemora ter contagiado a seleção
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Quando Bernardinho olhou para o lado e o chamou, Lipe sabia que sua passagem pela quadra deveria ser breve. Entraria no lugar de Murilo para sacar. O aproveitamento foi tão bom, que acabou ficando. Seus saques foram decisivos para tirar a seleção da complicada situação em que se encontrava contra a Polônia - perdia por 18/10 e venceu o set por 25/23 - e para injetar em seus companheiros a alegria que até então não havia aparecido. Os abraços dos jogadores, o cumprimento de Bernardinho e os aplausos da arquibancada após a vitória por 3 sets a 0 foram a recompensa do ponteiro, maior pontuador do jogo ao lado de Lucarelli, com 16 acertos cada. 
 
Difícil depois foi tomar o caminho do vestiário sem ser parado para atender um pedido de foto ou dar autógrafo. Com sorriso estampado no rosto, tinha paciência para cada um deles. Estava se sentindo em casa, de volta ao início de carreira, ali por volta dos 15, 16 anos, quando defendeu o time da cidade de Maringá. 
 
- Eu praticamente comecei aqui. Estou feliz de estar de volta e espero que a torcida tenha se divertido. Estou feliz também por ter conseguido reverter a situação, que estava difícil. O Brasil vinha sofrendo muito para fazer pontos, tinha um pouco de falta de confiança. Foi importante eles terem confiado em mim e terem vindo comigo. Sabiam que esse é o jogo que gosto de fazer, de energia, e ajudou bastante. Eu jogo assim, na loucura, com gás extremo. Hoje foi bom não pelos pontos, mas por ter trazido o time para cima. Consegui esquentar o sangue que estava um pouco frio. O mais importante foi todo mundo conseguir isso. Eu não resolvi nada, só consegui trazer todo mundo junto. O Brasil joga assim, com sangue quente - disse. 
 
E era assim que queria ver o Brasil jogar de novo. Não com o semblante preocupado como nos dois primeiros compromissos contra a Itália. Lipe não fez parte daquele grupo que perdeu duas vezes por 3 a 1. Ainda estava treinando no CT de Saquarema. Nesta semana, foi relacionado para os confrontos contra os poloneses, de quem conhece bem o estilo de jogo. Na temporada 2012/2013, defendeu o Zaksa no campeonato nacional daquele país.
 
- Eles me conhecem bastante também e estranhei ter conseguido fazer tantos pontos assim no saque (risos). Antes desse jogo, nós não comentamos muito o que passou contra a Itália. Aprendemos com o que aconteceu. No vestiário só falamos sobre parte tática. Eu ia entrar na  situação de saque do Murilo. Como funcionou, o Bernardinho me deixou jogar um pouco mais. Fiquei muito feliz por ter ajudado e me diverti muito. A sensação é mais do que de dever cumprido. Foi o começo do desenvolvimento de um objetivo, que é o Mundial da Polônia.
 
Nesta sexta-feira o Brasil volta à quadra, às 14h45, de novo no ginásio Chico Neto. A TV Globo transmite e o GloboEsporte.com acompanha em Tempo Real. 
 
 
Lipe Vôlei Seleção Brasileira (Foto: Danielle Rocha)
 
 
 
 
 
 
Fonte: Globo Esporte
 

 

 

 

 

 


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