Frio, chuva e pista molhada, três ingredientes que Ayrton Senna adorava desde os tempos de kart. Era exatamente esse o clima na corrida de Donington Park em 1993. Era o GP da Europa e na ocasião o brasileiro “voou” naquela que é considerada a melhor primeira volta da história da Fórmula 1. Senna largou em quarto, mas perdeu uma posição já na largada. E aí começou seu show: passou, na sequência, Michael Schumacher, da Benetton, Karl Wendlinger, da Sauber, Damon Hill e, por fim, Alan Prost, ambos da Williams. Isso antes de a primeira volta ser completada. No “Linha de Chegada” especial sobre os 20 anos sem o piloto, uma réplica do carro da McLaren usado naquela tarde fazia parte do cenário, e o narrador exaltou a atuação do piloto.
- Tem uma característica dessa corrida, que em um determinado momento, Senna entrou no boxe de Donington Park e não parou. Naquela época não tinha limite de velocidade. Ele não avisou a equipe, e eu fiquei perguntando o que tinha acontecido. É a única corrida da história do automobilismo mundial que a volta mais rápida foi dada por dentro do boxe - relatou Galvão.
O jornalista e biógrafo de Ayrton Senna, Ernesto Rodrigues, relatou uma entrevista com Patrick Head, dono da Williams, equipe de Prost, que na época possuía um carro considerado superior ao da McLaren, que era a dirigida por Ayrton Senna na façanha de Donington Park.
- Eu entrevistei o Patrick Head e ele me disse: "Olha, esse aí é um pesadelo que eu gostaria de esquecer na minha vida". E ele fez questão absoluta de dizer: "Sem querer tirar o mérito da façanha do Ayrton, a gente fez tudo que podia fazer errado". Todas as paradas do Prost (no boxe), foram porque a Williams achava que eram problemas nos pneus. Mas na verdade o carro estava muito baixo - revelou.
Fonte: Sport Tv