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Gadelha diz que deve disputar título se abrir peso-palha do UFC com vitória
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A brasileira Cláudia Gadelha terá a oportunidade de inaugurar a categoria peso-palha (até 52kg) no Ultimate, no dia 16 de julho, no UFC: Cerrone x Miller, em Atlantic City (EUA). Ela iria participar do TUF 20 nos Estados Unidos, mas pela dificuldade de conseguir se manter próxima ao limite da divisão por seis semanas, acabou não indo para o reality show. Em compensação, vai enfrentar a finlandesa Tina Lahdemaki e, de acordo com ela, a intenção da organização é lhe dar a oportunidade de disputar o título em caso de vitória contra a vencedora do programa, que já sairá da casa com o cinturão.
 
- A categoria não tem ranking no UFC, mas tem no MMA feminino. Antes do UFC, todas eram do Invicta, estou ranqueada como número 2 da categoria, e o UFC, desde a minha contratação, quando souberam que eu não ia para a casa, falaram que casariam luta para mim antes do TUF 20 porque precisavam de desafiantes para a campeã quando terminasse. Garantindo a vitória, acredito que a disputa de cinturão aconteça - afirmou, em entrevista ao Combate.com.
 
Com 11 vitórias em 11 lutas, Gadelha tem o jiu-jítsu como sua especialidade e já finalizou seis adversárias. Lahdemaki também tem a arte suave como carro-chefe e possui um cartel invicto em cinco combates, mas a brasileira pretende impôr seu jogo para sair com o triunfo.
 
- Estou pronta, confiando muito no trabalho da minha equipe. Desde que assinei com o UFC estou treinando para a luta. A adversária foi anunciada dois meses atrás, mas estou focada desde dezembro. Vou fazer um trabalho bem legal para vocês. Ela é oriunda da mesma modalidade que eu, o jiu-jítsu, gosta do jogo agarrado, mas olhando outras lutas dela, vi que não é boba em pé. Tem noção de trocação, então tenho que tomar cuidado em cima, no começo da luta, porque a pancada é muito forte, e esperar o momento certo de botar para baixo e fazer meu trabalho. Tenho que fazer meu jogo. Trocar um pouco em pé e botar para o chão. Estou pronta para fazer o que  for preciso. Às vezes você traça uma estratégia, toma um soco e tudo muda, mas a estratégia é levar para o chão e fazer o que sei de melhor, que é o jiu-jítsu - declarou.
 
Apesar de lamentar não poder ter a chance de ser a primeira campeã peso-palha do UFC, a lutadora da Nova União se mostrou feliz por inaugurar a divisão.
 
- Eu queria ir para a casa pela visibilidade, em relação a patrocinio, conhecerem mais meu trabalho, mas não conseguiria manter o peso na casa. Bateria o peso porque sou muito responsável, mas manter o peso por seis semanas seria muito complicado. Fiquei um pouco triste de não fazer parte, mas fiquei muito feliz pelo presente do UFC de estrear a categoria peso-palha. Tristeza de um lado, felicidade do outro - concluiu.
 
 
 
 
 
Fonte: Combate

 

 

 

 

 


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