Rio de Janeiro e Osasco disputando o título da Superliga feminina já virou “lugar comum”. Nas últimas nove temporadas, foram estes dois times que dominaram o campeonato e se revezaram no alto do pódio. O histórico a favor das equipes cariocas e paulistas, no entanto, nunca esteve tão em risco. Pelo menos é assim que as comandadas do Bernardinho estão encarando a difícil série semifinal contra o Campinas, que começa nesta terça-feira, às 21h30m, em Campinas, São Paulo. Uma das mais experientes do grupo, Fabi reconhece que o time nunca esteve tão ameaçado de ficar fora da final.
- É a Superliga mais difícil da gente chegar à decisão. A própria torcida ainda não se acostumou. Estamos tão acostumadas a ganhar e chegar na final que agora a gente está escutando cobrança nas ruas. Mas isso é sinal de que as pessoas estão curtindo cada vez mais. Há uma cobrança por resultados, inclusive nossa. Acho que talvez seja o ano que a gente corra mais riscos, mas nós acreditamos muito que podemos jogar melhor - afirmou Fabi.
A trajetória vitoriosa do time comandado pelo técnico tricampeão olímpico José Roberto Guimarães nesta temporada da Superliga serviu de alerta para o Rio de Janeiro. O time de São Paulo terminou os playoffs na liderança e, no returno, em segundo lugar. Já a equipe de Bernardinho ficou em terceiro nas duas últimas fases da competição.
- Esse ano é um desafio muito grande. No ano passado, a equipe veio demonstrando um voleibol bom no primeiro e no segundo turno. Isso dá uma tranquilidade. Esse ano nós não conseguimos fazer bons jogos, não conseguimos fazer partidas ainda que dessem essa segurança de que a gente vai à final. Mas nós trabalhamos com seriedade e não descartamos conseguir isso. Talvez as pessoas ainda duvidem um pouquinho pela forma que a equipe vem reagindo até aqui, mas a gente pode surpreender – avisou Fofão, a experiente levantadora de 44 anos.
Um time que esteve nas últimas nove disputas de título e saiu vencedora em seis dela não se entrega tão fácil. Longe disso. As jogadoras têm treinado mais, inclusive aos domingos, para tentar acertar os problemas e deslizes durante o torneio.
- Ao longo dos anos as coisas só tendem a dificultar. Essa semifinal talvez seja a mais recheada de emoções. É uma semifinal com uma rivalidade muito grande de equipes. A gente teve oportunidade de vencer os dois jogos e não venceu. Esses são pontos que contam para gente dizer que vai ser uma semifinal difícil. Mas estamos correndo atrás para chegar novamente na final – disse a oposta Juciely.

Fonte: Globo Esporte