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Esporte


Expulso do UFC em Natal, lutador faz vídeo com ex-mulher e pede chance
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 Cerca de uma semana após o peso-pena Will Chope ter sido demitido do UFC antes da luta contra o brasileiro Diego Brandão em Natal, por conta de documentos da Força Aérea Americana que davam conta de que ele havia sido condenado por violência doméstica contra sua ex-mulher pelo tribunal da força armada, o lutador divulgou um vídeo ao lado da ex-esposa pedindo uma nova oportunidade no maior torneio de MMA do mundo (clique aqui para assistir ao vídeo, em inglês). Agredida por Chope em 2009, Ashley aparece no vídeo apoiando o ex-marido e pai de sua filha, e dizendo que o que foi divulgado pelo site "Bleacher Report" não correspondia totalmente ao que foi testemunhado por ela e por Chope.

- Fiquei muito surpresa e chocada que este assunto tenha voltado à tona agora. Fico triste que tudo isso tenha causado tantos problemas a Will agora. Só gostaria que pudéssemos deixar esse assunto para trás e seguir nossas vidas. O que foi divulgado não corresponde totalmente aos nossos testemunhos. Da forma como tudo foi feito, parece que o promotor e o acusado de defesa de Will misturaram os nossos depoimentos, transformando-os em uma coisa só. A mim pareceu que ele foi condenado sem ao menos saber o que eu testemunhei. Havia muita coisa que eu não sabia até a hora em que vi os documentos. Quando os li, a condenação já havia acontecido - disse ela.

Chope pediu ao UFC que reconsidere a sua demissão, uma vez que, segundo ele, muita coisa mudou desde o acontecido em 2009.

- O meu sonho é ser o melhor lutador do mundo, e eu sei que isso é um sonho imenso. Mas só conseguirei realizá-lo estando no UFC, e por isso eu peço que reconsiderem a minha demissão. Muita coisa mudou desde 2009. Eu mudei muito. Hoje sou outra pessoa, e só quero lutar para sustentar a minha família e ser o melhor homem e melhor atleta que eu puder. Quando vi todo o processo, mesmo sabendo que havia algumas coisas erradas no que havia sido descrito, eu preferi aceitar o acordo que me foi proposto a contestar detalhes que poderiam levar muito tempo para serem consertados. Aceitando o acordo e me declarando culpado, o julgamento seria mais rápido e a pena menor (cinco meses). Não queria correr o risco de ficar preso por até dois anos. Se é assim que os sistema é, eu tenho que jogar com as regras deles.

 Chope foi demitido do UFC após a descoberta de que ele havia agredido sua eposa e a ameaçado com uma faca em novembro de 2009. De acordo com o Air Force Court of Appeals, o tribunal da Força Aérea dos EUA, aquela não foi a primeira vez que o lutador foi acusado de agredir a esposa. Em junho de 2009, ele foi punido não judicialmente por seu comandante de unidade após agredir repetidamente a esposa ao saber da infidelidade dela. Em outubro do mesmo ano, Chope a agrediu novamente e foi proibido por um superior de contactá-la no dia seguinte (a não ser que tivesse permissão de um supervisor, diz o documento). No dia 12 de novembro, Chope ganhou permissão desse mesmo superior para falar com a esposa por telefone, a fim de resolver assuntos financeiros relativos à filha do casal.

Segundo a gravação da ligação, eles entraram em uma grande discussão sobre uma cartão de crédito. Ele pediu a ela que fosse buscá-lo na Andersen Air Force Base (em Guam) para que pudesse ver a filha. A esposa relutou, mas aceitou. Durante o percurso de carro de volta, a discussão voltou, e Chope disse a ela que, se não lhe desse o cartão, iria machucá-la. Quando ela recusou, ele disse que não tinha nada a perder e que iria voltar para a Flórida. Já em casa, Chope foi até a cozinha e a ameaçou com uma faca. Ele a agarrou, bateu a cabeça dela no chão e a acertou na cabeça com o cabo da faca e também com o punho. A esposa gritou por socorro, mas Chope a levou ao chão e a sufocou com um travesseiro até que parasse. Ela tentou escapar e levou um chute na perna.

Chope recebeu sentença de cinco meses de confinamento e foi exonerado da Força Aérea. O lutador recorreu, alegando que a punição era muito severa porque ele tinha potencial para se reabilitar. Disse ainda que já havia se separado da esposa e que a conduta não seria repetida. Em 15 de novembro de 2011, o tribunal negou o pedido.
 
 
 
 
 
Fonte: Combate

 

 

 

 

 


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