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Esporte


Dono da Caterham cobra resultados e dá ultimato ao time: Chance final
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 A euforia causada pelo retorno de Kamui Kobayashi à Fórmula 1 pode ter animado os torcedores da Caterham, que também contará com a promessa sueca Marcus Ericsson no grid deste ano. Mas a equipe de origem malaia vive uma situação pouco confortável na principal categoria do automobilismo mundial. Após anunciar a contratação do piloto japonês, que corria pela Sauber até o final de 2012, o dono da escuderia, Tony Fernandes, foi direto ao ponto e afirmou que pretende abandonar a F-1 caso seu time não faça progressos em 2014.    

- Minha mensagem para as 250 pessoas que estão aqui (na sede, em Leafield, Inglaterra), é que nós temos que chegar lá este ano. É isto: essa é a nossa última chance. Nós demos a vocês a melhor infraestrutura, os melhores pilotos em potencial, mas agora é a hora de finalmente vermos o resultado disso tudo. Se continuarmos lá atrás, acho que não vou querer seguir em frente. Nada é definitivo, mas depois de cinco anos e nenhum ponto, há um limite para a sua paciência, dinheiro, motivação etc. Então, este é um ano importante - frisou Fernandes, dirigindo a palavra aos funcionários da equipe.

O empresário malaio estreou na Fórmula 1 em 2010, após conseguir uma das quatro vagas abertas pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) no ano anterior. A equipe de Tony, que é dono da companhia aérea Air Asia, foi a responsável por resgatar para a categoria o nome Lotus. Tudo graças a um acordo com a Lotus Cars - pertencente à montadora Proton, também sediada na Malásia - e com David Hunt, irmão de James Hunt, que detinha os direitos de uso do nome “Team Lotus” no automobilismo.

No entanto, a alcunha que consagrou Colin Chapman como um dos maiores gênios da história da F-1, resultando em sete títulos de construtores e seis de pilotos entre 1963 e 1978, precisou ser abandonada pela equipe de Fernandes após duas temporadas. O empresário teve que abrir mão do clássico nome depois de travar uma briga com o suíço Dany Bahar, que assumiu o comando do Grupo Lotus quando o primeiro acordo já havia sido firmado e desaprovava a parceria.

A partir de então, a Lotus Cars se associou à equipe formada pelo grupo Genii Capital, do empresário Gerard López, de Luxemburgo. E o clássico nome foi transferido de box após a compra da antiga Renault, bicampeã mundial em 2005 e 2006. A “nova” Lotus - a terceira da história - estreou em 2012, com apoio técnico e os motores da montadora francesa. Enquanto isso, o time de Tony Fernandes foi rebatizado como Caterham. De qualquer forma, a escuderia criada pelo empresário malaio não conseguiu obter um ponto sequer em nenhuma das duas fases. O melhor resultado foi o 11º lugar do russo Vitaly Petrov no GP do Brasil de 2012.
 
Kamui Kobayashi piloto da Caterham em 2014 (Foto: Divulgação)
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Globo Esporte

 

 

 

 

 


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