Mario Götze e Mesut Özil podem não parecer dos mais humildes quando atravessam a zona mista ignorando diversos pedidos de jornalistas sem sequer cruzar os olhares. Como em todo universo de 23 seres humanos, haverá alguns menos sorridentes que outros. Mas tenha a certeza de que na Alemanha há o efeito compensatório. Mais do que isso, aliás. A cada dia de convivência, dois desses jogadores conquistam um generoso espaço no coração do brasileiro.
Bastian Schweinsteiger e Lukas Podolski já aprontaram aos montes desde que desembarcaram no Brasil, há praticamente um mês (no dia 8 de junho). Deram um show de carisma e simpatia sem sequer precisarem calçar as chuteiras e ir a campo. Saíram dele, na verdade: o Campo Bahia, concentração dos alemães em Santa Cruz Cabrália, no sul do estado. Fora do habitat, se depararam com outro povo, de diferentes culturas e costumes - embora também apaixonado pelo futebol. Foi uma combinação perfeita.
O primeiro grande contato aconteceu no segundo dia de estadia. O treino aberto contou com a presença de índios da aldeia Pataxó, que terminaram a atividade no centro do gramado. Houve uma apresentação com canto e dança em homenagem ao então aniversariante Miroslav Klose. Todos aproveitaram e se divertiram - especialmente Podolski e Schweinsteiger: o primeiro bateu bola com uma criança; o segundo entrou no ritmo dos convidados. Como agradecimento pelo calor da pequena população, jogadores vestiram camisas com os dizeres: “Feliz por estar aqui” e “Obrigado, Bahia”.

Fonte: Globo Esporte