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Esporte


Do Bronx reclama de críticas sem base e dispara: Só penso no nocaute
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 O paulista Charles do Bronx tem a fala mansa e o jeito tranquilo de se expressar, mas se engana quem pensa que o peso-pena não tem contundência em suas palavras. Logo após sua chegada a Jaraguá do Sul-SC, onde enfrenta, no próximo sábado, o inglês Andy Ogle pelo card principal do "UFC: Machida x Mousasi", o lutador declarou que espera que o rival sinta a pressão da torcida como ele sentiu nos cinco anos em que lutou fora do Brasil:

- Teve vezes que lutei no Brasil, mas na casa do oponente, e entrei sendo vaiado e xingado. Mas se você está focado não muda muita coisa. Mas estou traballhando muito a minha cabeça, porque UFC é outro mundo, mesmo sendo no Brasil. Eu sei que vou ser aplaudido quando entrar, e ele sabe que vai ser vaiado, e vai sentir a diferença. Ele pegou dez horas de voo. Eu demorei mais tempo na van vindo para o hotel do que no avião. Isso, querendo ou não, afeta. A torcida mexe também muito com os caras, e quando gritarem "Uh! Vai morrer!" já na pesagem ele vai sentir. Mas eu quero só manter meu foco no que preciso fazer e não me deixar levar para a torcida. Comemoração, só na hora da vitória. Eu estou indo para uma guerra. Depois que me recuperei da lesão, eu disse que no meu próximo card, não importa contra quem fosse, eu treinaria para uma guerra, e agora cheguei ao campo de guerra - disse ao Combate.com.

 Do Bronx não esconde o ressentimento pelas críticas que sofreu em suas duas últimas lutas, que acabaram em derrotas para Frankie Edgar e Cub Swanson. Para o lutador, os brasileiros criticam seus atletas sem ao menos procurar saber o que acontece antes das lutas.

- Todo mundo disse que a luta contra o Frankie Edgar foi uma grande luta. Foi, mas eu perdi. Mas o próprio Frankie disse antes que eu não ia passar do primeiro round, que não aguentava pancada. Só no terceiro round eu sofri três knockdowns seguidos, que me deixaram lento, mas eu não parei de andar para a frente, e se for olhar depois, eu saí mais inteiro que ele da luta. Contra o Swanson, por ter me lesionado, a cabeça não estar boa e aquele soco dele ter entrado e pegado, muita gente criticou sem saber o que aconteceu. Eu não sinto muito porque não fico mexendo muito nisso. Mas você se dedica três meses para uma luta, perdendo peso, sofrendo, treinando, se machucando, longe de família. Vou casar dia 15 de março, e minha noiva, minha mãe e a mãe dela estão cuidando de tudo. Eu nem sei o que está acontecendo. Vou dar um exemplo do que acontece: contra o Swanson, na semana da luta eu estourei o ligamento do joelho, e não disse nada para ninguém. Só fazia sauna, não conseguia treinar. Faltando 15 minutos para entrar para a luta, no aquecimento, fazendo uma posição de jiu-jítsu, estourou mais ainda o local. Fui para o octógono sendo carregado até a hora em que o Burt Watson disse que iam começar a filmar. Meu treinador me disse para a partir dali andar como homem, e eu andei como se não tivesse nada. Lutei e perdi, e a própria torcida brasileira vai lá e critica sem saber de nada do que eu passei. Mas o próprio manager do Swanson, que estava lá e viu como foi, é que me defendeu e disse que eu entrei carregado para a luta com o joelho estourado. Muita gente do Brasil critica sem nem perguntar nada.
 
Charles do Bronx MMA (Foto: Ivan Raupp)
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Combate

 

 

 

 

 


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