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Esporte


Desafio mais nobre da carreira, diz Fronckowiak após difícil temporada
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Quando Léo Mineiro levantou voo, a arquibancada prendeu a respiração. Temia que aquele ataque abreviasse a participação do Rio de Janeiro na competição. O silêncio que veio depois deu lugar rapidamente aos aplausos. Um reconhecimento a um time que teve de vencer muitos obstáculos até chegar ali, a uma série de quartas de final contra o Minas. Desde a perda do patrocinador master até a saída de seis de seus principais nomes. De momentos onde só foi possível contar com nove jogadores à impossibilidade de recompor seu elenco após o voto dos rivais. É por tudo isso que o técnico Marcelo Fronckowiak diz ter orgulho dessa página de sua história.

- Seria legal se tivéssemos jogado o tie-break, né? Fica a sensação de que, com um pouquinho mais de trabalho, poderíamos ter chegado ainda mais longe. Faltou um pouco de confiança e tranquilidade neste segundo jogo. Mas tenho um orgulho muito grande de ter abraçado essa causa. Foram dois meses de trabalho, começando um time do zero, e deu nisso. Foi digno e honrado. Os profetas do apocalipse erraram. Esse foi o desafio mais nobre da minha carreira - disse.

Campeão na temporada passada com a equipe carioca, ele lembra que o momento mais crítico na trajetória foi a derrota para o Taubaté. Foi ali que entenderam que poderiam construir algo. Os meninos precisaram assumir responsabilidade de gente grande. Os mais experientes ajudavam a orientá-los. Juntos, conseguiram vitórias importantes contra o Sesi-SP e o Juiz de Fora. O empenho de todos é valorizado pelo treinador.

- Tivemos que lançar jogadores numa fogueira violenta. Rodriguinho que é sub-17 agora é master-35 (risos). Ele jogou contra campeões olímpicos. E é natural que ele e o Índio (levantador) não saibam decidir algumas vezes contra grandes equipes. O nosso sentimento é de que a missão foi dada e cumprida.

Fronckowiak aguarda agora a posição da direção da equipe para saber se o projeto terá continuidade. Seu desejo é ficar perto da família e abraçando a causa do vôlei masculino na cidade. De acordo com José Inácio Salles, diretor do time, a ideia é continuar, mas desde que haja condições de montar um elenco competitivo.

- Temos condições bem razoáveis disso. Temos o apoio de Furnas confirmado e a Ironage sinaliza com uma conversa. Também estamos nos mercado com outros possíveis patrocinadores. A ideia é de continuar com o projeto e melhorar as condições para que possamos ter um time competitivo, com nível técnico de seleção. Mas estamos honrados com o desempenho dessa equipe, dos que saíram e dos que ficaram - afirmou José Inácio.

O líbero Mario Jr. era um dos que sofria com salários atrasados. Apesar da dificuldade, precisava se manter em atividade pensando na convocação da seleção brasileira. Não nega que foi complicado ver também o time se desfigurando. E que vai ser estranho acompanhar o restando do campeonato com espectador.

- Eu não ficava fora de uma semifinal desde 2006. Agora o momento é de refletir e planejar o futuro. Mas eu tenho muito orgulho de todos dessa equipe, dos que ficaram e dos que foram embora porque nos deixaram em quinto lugar. Foi muito difícil nós vermos que estávamos perdendo jogadores. A gente se via num buraco. A cabeça ficou ruim. No finalzinho conseguimos vencer dois jogos contra Juiz de Fora e Sesi-SP.  Foi uma pena ter acontecido essa fatalidade (saída do patrocinador master). Nós lutamos e fomos até onde a gente deveria estar. É muito difícil enfrentar uma equipe onde o ano inteiro tudo funcionou certinho - disse.

Remanescente do time que foi campeão na edição passada da Superliga, Mario Jr guardará desse a experiência com os jovens companheiros.

- Rodriguinho é sensacional e vai nos dar alegrias na seleção. Esses jogadores foram jogados aos leões e ganharam uma experiência grande. Fiz tudo o que podia para ajudá-los e fico orgulhoso de ter jogado ao lado desses garotos que eu vou ver na quadra por muito tempo.
 
vôlei Rio de Janeiro comemoração (Foto: Alexandre Arruda / CBV)
 
 
 
 
 
 
Fonte: Globo Esporte

 

 

 

 

 


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