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Esporte


Com DNA místico, Pittoni curte gol heroico e promete empenho por mais
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Raudinei em 94, Charles em 2007. O Bahia tem em seu DNA o poder de decisão nos minutos finais. Agora, o time acostumado a formar amuletos parece ter encontrado um já formado. Wilson Pittoni estreou pelo Bahia no último fim de semana. Já na sua segunda partida pelo Tricolor, o paraguaio marcou aos 49 do segundo tempo, no heroico triunfo sobre o Vitória da Conquista. Marcar nos minutos finais não é novidade para Pittoni, autor de um gol nos últimos minutos do primeiro jogo da final da Libertadores de 2013. 
 
Para marcar o primeiro com a camisa do Bahia, Pittoni precisou acreditar até o último momento. Quando Madson saiu na cara do gol, a expectativa era que o lateral definisse o lance, mas ele preferiu passar para Pittoni, que definiu o jogo. Nesta quinta-feira, acompanhado do filho, Bastian, Pittoni conversou rapidamente com a imprensa. O paraguaio comentou o lance do gol que definiu a partida.
 
- Eu fui feliz, porque segui acompanhando a jogada. E, graças a Deus, ele deixou para mim e a bola ficou ali e consegui marcar o gol – disse.
 
De quebra, Pittoni superou um tabu que já durava três anos: o de gol do Bahia marcado por jogador estrangeiro. A última vez havia sido em fevereiro de 2011, quando o colombiano Tressor Moreno marcou um dos gols na goleada de 3 a 0 sobre o Ipitanga. Pittoni comemorou o feito e prometeu mais empenho para seguir marcando.
 
- Sei que fazia muito tempo que um jogador estrangeiro não fazia gol, e, graças a Deus, esse jejum acabou. Como dizem aqui, quebrou-se o tabu, e agora temos que quebrar mais tabus para deixar o Bahia no alto. Espero que tenha sido o primeiro de muitos, mas, para isso, tem que trabalhar duro e humildemente – disse.
 
De estilo tranquilo e paciente, diferente do agitado Bastian, Pittoni encerra o papo e, acompanhado pelo fiel escudeiro devidamente uniformizado, deixa a sala de imprensa. Com o DNA do jeito que o Bahia gosta, Pittoni deixa como cartão de visitas a certeza de que, mais do que nunca, a mística tricolor de balançar as redes nos últimos minutos está viva.
 
 
Wilson Pittoni Fazendão (Foto: Eric Luis Carvalho)
 
 
 
 
 
 
Fonte: Globo Esporte

 

 

 

 

 


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