Se a Copa do Mundo de 2014 tiver um campeão moral, o favorito será o Chile. O time montado por Jorge Sampaoli se mostrava inovador desde as eliminatórias, tanto que técnico da seleção brasileira Luiz Felipe Scolari chegou a dizer que não gostaria de enfrentar os chilenos nas oitavas. A Roja se apresentou com variações táticas em 3-5-2, 3-4-3 e 5-3-2 durante as partidas, atacantes sem posições fixas e marcação imprimindo sufoco ao time adversário. Estas podem ser consideradas algumas das características mais marcantes deixadas pelo Chile nesta Copa.
Para Felipão, foi inevitável. O Brasil teve que enfrentar La Roja nas oitavas-de-final da Copa do Mundo. E para o brasileiro, foi um sufoco. O time do Chile apresentou tudo aquilo que se esperou dele. Velocidade, trocas de passes e marcação apertada. A Seleção saiu na frente, e os chilenos empataram ainda no primeiro tempo. O jogo foi para a prorrogação, e no último minuto, Pinilla poderia ter virado o "Ghiggia" dos próximos anos, neste que seria o "Mineirazo". Mas não aconteceu. A partida foi decidida na disputa de pênaltis e Júlio César acabou sendo o herói brasileiro.
Ainda assim, chilenos saíram da Copa do Mundo de cabeça erguida. No mesmo dia, os sites dos principais jornais do país destacaram que aquele time havia feito algo histórico, apesar da derrota. O próprio Sampaoli chegou a declarar após a partida que seu sentimento era de "Mineirazo", já que seu time dominou o Brasil na maior parte do jogo. Para o Chile, o momento é de corrigir os erros e se preparar para a Copa América 2015, onde será o país sede. Num eventual encontro com o Brasil, o sentimento de vingança será o maior dos combustíveis do melhor Chile da história.
Fonte: Globo Esporte