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Esporte


Cadeirante descobre voleibol sentado e sonha jogar com ídolos da seleção
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Quando soube que a seleção masculina de vôlei jogaria em Jaraguá do Sul, Santa Catarina, na estreia da Liga Mundial, Vanessa Bittencourt viu na partida contra a Itália a chance de realizar um sonho: assistir ao vivo um jogo do time de Bernardinho. Cadeirante devido a uma má formação na coluna, a moradora da cidade paranaense de Matinhos estava a duas horas de carro de realizar o seu desejo. Mandou um e-mail para a Confederação Brasileira de Vôlei, recebeu o convite e chegou na véspera da partida para assistir ao treino. Conheceu o time, tirou fotos, ganhou camisa autografada e conversou com o seu jogador favorito, Sidão, de quem ganhou um vídeo especial.

Em quadra, o Brasil perdeu por 3 a 1 e a partir dali seguiu uma campanha irregular na competição. Enquanto o time penava para arrancar a classificação para a fase final, Vanessa, de 25 anos, procurava ampliar o vôlei em sua vida. De torcedora, ela passou a praticante. Recebeu o convite para conhecer o time de voleibol sentado de Paranaguá, a 30 minutos de carro de sua cidade. Na modalidade paralímpica, o Brasil foi vice-campeão masculino no Mundial, em junho, e sexto lugar no feminino – nas Paralimpíadas de Londres 2012 os dois times ficaram em quinto lugar. Como não há uma equipe feminina em Paranaguá, Vanessa passou a frequentar os treinos mistos uma vez por semana. Ela e três mulheres precisam se misturar aos homens para praticar o esporte. Vanessa viu que o baixo quórum esbarra em um temor, segundo ela, infundado.

- Muitas meninas querem jogar, mas as famílias acabam não autorizando porque têm medo que elas sofram alguma contusão. No voleibol a gente fica sentado no chão, rola, deita. Além de fazer bem, o esporte é bom para socializar. Espero que as famílias mudem de ideia e consigam fechar um time para nós competirmos – disse.  

Atenta às atuações do Brasil na Liga Mundial, Vanessa se preocupa com a Rússia, primeira adversária na fase final, no dia 17. Aponta os fundamentos onde a seleção precisa melhorar, e acredita que o nível está melhor do que aquele dia especial em Jaraguá do Sul.

- Comparado com o time que começou com o de agora está muito melhor. Precisa melhorar alguns fundamentos como saque, cobertura e recepção. Mas nada que um pouco mais de treino não resolva. Na final estou preocupada com a Rússia. Tem uns grandões que preocupam – disse.

As novas experiências nas últimas semanas fizeram surgir um novo sonho em Vanessa:

- Queria chamar a seleção para treinar sentadinha comigo. E quero que eles voltem pra cá.
 
 
 
 
Fonte: Globo Esporte

 

 

 

 

 


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